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Agronegócio
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Milho brasileiro ganha destaque em economia e sustentabilidade

Mudanças estruturais ampliam relevância do milho além da produção

Gabriel Rodrigues10 de julho de 2026 às 03:00
Milho brasileiro ganha destaque em economia e sustentabilidade

O milho brasileiro passa por uma transformação significativa que não se limita apenas a preços e produção agrícola, mas também o posiciona como um elemento estratégico na economia nacional. Jardel Oliveira de Paula, gerente comercial, destaca que atualmente o grão se conecta a importantes questões como segurança alimentar, transição energética, biocombustíveis, proteína animal, indústria química e descarbonização.

Essa mudança de foco do mercado, que antes priorizava a simples ampliação da produção, agora destaca a identificação de onde o milho pode gerar mais valor. Essa nova abordagem altera fluxos logísticos, redefine investimentos e impacta a formação de preços internos, com uma nova geografia econômica emergindo, especialmente no Centro-Oeste.

Produção total estimada em 140,46 milhões de toneladas, com área cultivada de 22,7 milhões de hectares e produtividade média de 6,19 toneladas por hectare.

Dados recentes indicam que a segunda safra representa 76,8% da produção total do país, com o consumo interno alcançando 94,9 milhões de toneladas. As exportações do milho se situam entre 34 milhões e 35 milhões de toneladas, evidenciando a robustez do setor.

A produção de etanol a partir do milho também se destaca, alcançando 9,8 bilhões de litros com cerca de 30 usinas em operação, além de várias outras em construção. Essa evolução, junto a produtos como DDG, óleo de milho e energia renovável, transforma o milho em uma plataforma industrial diversificada, diminuindo a dependência apenas das exportações.

Entretanto, continuam existindo desafios. Margens industriais, demanda crescente, concorrência com o etanol de cana, mudanças climáticas e a capacidade do mercado internacional são fatores que devem ser considerados. Na próxima década, a formação dos preços do milho poderá se tornar cada vez mais dependente da forma como o grão é industrializado e do valor gerado ao longo de sua cadeia produtiva.

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