Mercado da soja apresenta indefinição e cautela necessária
Foco em proteção de margens se torna essencial para agricultores

O mercado de soja enfrenta um cenário de incerteza, com preços sem uma tendência definida tanto no exterior quanto no Brasil. A combinação de expectativas em relação à demanda, as condições climáticas nos Estados Unidos e a ampla oferta proveniente da América do Sul mantém as cotações em níveis estreitos, exigindo atenção redobrada na comercialização.
Análise das Cotações
De acordo com a TF Agroeconômica, os preços na bolsa de Chicago estão em uma fase lateral, com o contrato para julho de 2026 variando entre US$ 11,70 e US$ 12,25 por bushel. No Brasil, o indicador CEPEA/ESALQ do Paraná se mantém há cerca de dois meses na faixa de R$ 121 a R$ 123,50 por saca, refletindo a situação indefinida em Chicago, prêmios estáveis, flutuações moderadas no dólar e uma oferta robusta no mercado interno.
✨ Agricultores devem buscar margens positivas com vendas parciais.
Orientações para Agricultores
Os produtores que possuem soja disponível da safra 2025/26 devem tirar proveito dos momentos em que o mercado oferece margens favoráveis, principalmente aqueles que conseguiram travar custos anteriormente.
A consultoria sugere que referências em torno de R$ 131,85 e R$ 135 por saca oferecem oportunidades válidas para vendas parciais. A estratégia recomendada é avançar de forma gradual, protegendo as margens e evitando a exposição total na expectativa de altas que ainda carecem de confirmação efetiva da demanda chinesa.
Perspectivas para Safra 2026/27
Para a safra 2026/27, é preciso adotar uma postura mais prudente. O aumento da produção no Brasil, a competitividade crescente da Argentina e os estoques globais confortáveis mantêm os preços sob pressão, especialmente no segundo semestre. Nesse cenário, realizar vendas futuras parciais durante períodos de alta pode ser uma tática eficaz, assim como implementar operações de hedge.
Cooperativas, empresas do setor e exportadores devem adotar uma postura oportunista, reagindo às retrações em Chicago e monitorando o comportamento cambial, além de atentar-se às possíveis mudanças nas relações comerciais entre os Estados Unidos e a China.
O mercado continuará volátil, influenciado por fatores climáticos nos EUA, políticas comerciais americanas e pela demanda da China.
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