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Seca nos EUA impacta preços de algodão e outras commodities

Área afetada pela seca chega a 95% nos Estados Unidos.

João Pereira09 de abril de 2026 às 16:50
Seca nos EUA impacta preços de algodão e outras commodities

Nos Estados Unidos, a área atingida pela seca aumentou de 93% para 95%, um índice que supera a média histórica do período, afetando diretamente os preços das commodities. Nesse cenário, os contratos futuros de algodão na Bolsa de Nova York fecharam com uma alta de 2,22%, cotados a US$ 73,26 por libra-peso.

O ambiente internacional foi favorável para as commodities, com a desvalorização do dólar e a alta dos preços do petróleo, fatores que costumam favorecer as cotações das fibras naturais. Segundo o consultor Pery Pasotti Pedro, a situação climática continua a ser o principal determinante para a volatilidade dos preços.

A seca nos EUA, especialmente no Texas, impacta diretamente o plantio já em andamento.

Pasotti ressaltou que, apesar de os EUA não serem o maior produtor global, sua influência sobre os preços é considerável, dado que as transações na bolsa são feitas com entrega física em território americano. Assim, eventos locais, como as condições climáticas adversas, têm um peso significativo nas cotações internacionais.

O último relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) não apresentou mudanças significativas, mantendo os estoques finais em 4,4 milhões de fardos, enquanto o preço médio à vista subiu para 61 centavos de dólar por libra. A perspectiva global mostrou um leve aumento nos estoques, totalizando 77,04 milhões de fardos.

Além do algodão, o setor de açúcar na Bolsa de Nova York também enfrentou quedas, com o preço para maio reduzido em 2,18%, atingindo US$ 13,92 por libra-peso. Essa leve redução se dá em meio à afirmação do governo indiano sobre a não proibição das exportações de açúcar, aliviando preocupações sobre o desvio de açúcar para a produção de etanol.

No segmento do cacau, os preços apresentaram uma desvalorização de 1,06%, fechando a sessão a US$ 3.162 por tonelada, pressionados pelo aumento da oferta na Costa do Marfim, que registrou um incremento de 0,7% nas exportações.

Os contratos futuros de café arábica também encerraram o dia com uma leve queda de 0,12%, cotados a US$ 2,937 por libra-peso, impactados pela valorização do real, que subiu para o maior patamar em 23 meses frente ao dólar.

Por fim, o contrato futuro do suco de laranja teve uma acentuada queda de 5,51%, fechando a US$ 1.938,00 por tonelada.

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