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Trichoderma: bioinsumo deve ser corretamente posicionado no campo

Especialista alerta para uso inadequado do microrganismo como nematicida

Giovani Ferreira22 de junho de 2026 às 02:45
Trichoderma: bioinsumo deve ser corretamente posicionado no campo

O uso de microrganismos como Trichoderma na agricultura requer uma abordagem técnica rigorosa para garantir que as expectativas dos agricultores correspondam ao verdadeiro potencial dessas tecnologias.

Conforme explica Jeferson Peres de Oliveira, especialista em bioinsumos, houve uma tendência no mercado de apresentar o Trichoderma como um ‘nematicida biológico’, o que não reflete sua função primária.

O papel essencial do Trichoderma é no controle de doenças fúngicas no solo.

Esse microrganismo é fundamental no combate a patógenos que afetam a saúde das plantas, como fungos do solo que reduzem o vigor das raízes e a produtividade das lavouras. Entre os alvos estão diversas espécies, incluindo Rhizoctonia spp. e Fusarium spp.

O Trichoderma atua através de múltiplos mecanismos, que incluem a competição por nutrientes, a micoparasitismo e a produção de substâncias que inibem o crescimento de fungos, além de estimular o desenvolvimento das raízes.

Entretanto, Oliveira destaca uma preocupação: o uso inadequado do Trichoderma em áreas com altas populações de nematoides. Embora existam pesquisas que sugerem que o Trichoderma pode aliviar danos sob certas condições, isso não significa que seu efeito seja comparável ao controle de fungos.

Quando os resultados não provêm da forma esperada, os agricultores podem passar a desacreditar na eficácia dessa tecnologia e não perceber seu real valor na agricultura.

A questão principal é uma falha no posicionamento do produto, e não na eficiência do Trichoderma em si.

Por isso, uma recomendação clara e orientada para o manejo de doenças radiculares, focada nos resultados reais, é vital para manter a confiança nas ferramentas biológicas que são essenciais para a agricultura moderna.

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