União Europeia exclui Brasil de lista de exportação de produtos animais
Medida pode impactar mais de US$ 2 bilhões em vendas do setor agro

Após o início provisório do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, a Comissão Europeia decidiu retirar o Brasil de sua lista de países permitidos a exportar produtos de origem animal, o que poderá afetar as exportações do setor agro brasileiro em mais de US$ 2 bilhões.
A medida, que causa surpresa no governo brasileiro, entrará em vigor no dia 3 de setembro. A decisão se deve ao suposto não cumprimento das normas europeias sobre o uso de antimicrobianos na produção animal.
✨ A União Europeia proíbe o uso de antimicrobianos para promover crescimento animal ou aumentar rendimento na pecuária.
Reações do Governo Brasileiro
O governo brasileiro manifestou surpresa diante da retirada e, em uma nota conjunta, os Ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, da Agricultura, e de Relações Exteriores afirmaram que buscarão reverter essa decisão.
Os ministros informaram que já agendaram uma reunião com as autoridades sanitárias da UE para obter mais esclarecimentos sobre a deliberação.
"O governo do Brasil tomará prontamente todas as medidas necessárias para reverter essa decisão e voltar à lista de países autorizados para garantir o fluxo de exportações para o mercado europeu, onde atuamos há 40 anos.
Críticas da Indústria
A Associação Brasileira de Proteína Animal defendeu que o setor atende plenamente à legislação europeia em relação ao uso de antimicrobianos, ressaltando a robustez das estruturas sanitárias do Brasil.
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes destacou que a exclusão poderá ser revertida se as exigências estabelecidas forem atendidas pelas autoridades brasileiras até a data limite.
Informações Adicionais
Em 2025, o Brasil exportou US$ 1,234 bilhão em carne bovina e US$ 1,185 bilhão em carne de frango para a União Europeia.
Exigências Futuras
Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior, afirmou que as exigências sanitárias da Europa se tornarão mais frequentes, especialmente após o acordo Mercosul-UE. Ele ressaltou que o Brasil deve ser diligente em fornecer os dados necessários para evitar futuras restrições.
Lygia Pimentel, CEO da consultoria Agrifatto, enfatizou que a medida parece responder a preocupações de pecuaristas europeus em relação ao acordo, e reiterou que o uso de antibióticos no Brasil ocorre em situações específicas e supervisionadas.
A nova lista da União Europeia agora inclui 21 novos países autorizados a exportar produtos de origem animal.
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