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Agronegócio
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Polônia contesta acordo Mercosul, ameaçando setor agrícola europeu

Varsóvia se opõe à livre comércio, alegando riscos à produção local

Tiago Abech24 de abril de 2026 às 09:55
Polônia contesta acordo Mercosul, ameaçando setor agrícola europeu

A Polônia anunciou sua intenção de recorrer ao Tribunal de Justiça da União Europeia para contestar o acordo de livre comércio firmado entre a UE e os países do Mercosul, citando preocupações com a segurança alimentar e a proteção dos produtores locais.

Varsóvia, junto com a França, leva a dianteira na oposição ao tratado da UE com o Mercosul.

O vice-primeiro-ministro polonês, Władysław Kosiniak-Kamysz, afirmou que uma queixa formal deve ser apresentada até o dia 26 de maio, intensificando a resistência ao acordo, que foi assinado em janeiro após mais de duas décadas de negociações.

Preocupações com a Agricultura Local

A oposição ao acordo, que visa reduzir tarifas entre a Europa e países como Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, surge em meio a temores de que produtos mais baratos, como carne e açúcar, invadam o mercado europeu, prejudicando agricultores locais.

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Há riscos à segurança alimentar, à proteção do consumidor e ao mercado interno

Władysław Kosiniak-Kamysz

A resistência a este tratado ganhou força no Parlamento Europeu, onde foi decidido enviar o acordo para análise do tribunal, enfatizando a preocupação com os impactos negativos nas economias locais.

Divisão entre os Estados Membros da UE

Enquanto países como França temem os efeitos do acordo, outros, como Alemanha e Espanha, veem na parceria uma chance para expandir exportações e reduzir a dependência do mercado chinês.

Defensores afirmam que o tratado pode abrir novos mercados para empresas europeias na América do Sul.

Apesar das críticas, a Comissão Europeia anunciou que o acordo será aplicado de forma provisória a partir de 1º de maio, enquanto o processo de ratificação continua em andamento.

Contexto

O tratado entre a UE e o Mercosul é um marco importante, encerrando mais de 25 anos de negociações e prometendo uma troca comercial significativa. No entanto, o consenso entre os membros da UE se mostra dividido.

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