Mercado reage com paralisações na moagem de cana-de-açúcar

Os preços do etanol hidratado nas usinas apresentaram um aumento de 1,27% na última semana, encerrando um ciclo de oito quedas consecutivas. O fenômeno foi atribuído a breves paralisações na moagem da cana-de-açúcar em São Paulo, causado pelas chuvas.
Conforme relatórios do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), algumas usinas decidiram se afastar temporariamente das negociações, enquanto outras mantiveram um comportamento firme nas ofertas, sustentando os preços em altos níveis.
✨ Entre 18 e 22 de maio, o preço médio do etanol hidratado foi de R$2,2492 por litro, já descontadas as taxas de ICMS e PIS/Cofins.
Por outro lado, o etanol anidro viu uma queda de 0,73%, com preço médio de R$2,5493 por litro. O Cepea destacou que as distribuidoras estão retirando volumes adquiridos anteriormente, resultando em novas negociações limitadas e demonstrando que os estoques estavam adequados para a demanda atual.
Desde o início da sequência de quedas a partir do final de março, o preço do etanol hidratado caiu aproximadamente 25%. Apesar disso, na semana passada, o preço nas bombas voltou a recuar 1,97%, situando-se em R$3,99 por litro, de acordo com a ANP.
As perspectivas para a safra 2026/27 permanecem otimistas, apesar das interrupções devido às chuvas. O acúmulo de chuvas em abril e maio beneficiou os canaviais no centro-sul, elevando as expectativas de produtividade.
Analistas têm apontado que a região centro-sul deverá produzir um volume recorde de etanol, com a maioria das usinas priorizando a produção de biocombustível em relação ao açúcar, especialmente devido ao aumento de produtividade agrícola e à crescente produção de etanol de milho.
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Jornalista especializado em agricultura

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