Abundância na produção afeta as negociações do grão no Brasil

O preço do café arábica no Brasil enfrenta uma queda significativa em maio, impulsionada pela expectativa de uma safra recorde para 2026/27, conforme relatórios do Cepea.
O avanço da colheita e a previsão de maior oferta reduziram o valor do grão, com o Indicador CEPEA/ESALQ recuando 8,7% ao longo do mês, fechando em R$ 1.653,92 por saca de 60 kg.
✨ O preço em maio ficou R$ 157,95 abaixo da média de abril, que era de R$ 1.811,87.
Pesquisadores do Cepea indicam que a pressão sobre os preços ocorre mesmo com o ritmo de colheita um pouco mais lento, devido à maturação irregular dos grãos e precipitações que atrasaram os trabalhos em algumas áreas.
Em maio, o indicador do café arábica atingiu os menores níveis diários desde novembro de 2024, refletindo as condições do mercado.
Apesar da colheita não estar ocorrendo de maneira acelerada, as chuvas diminuíram nos últimos dias, permitindo a continuidade dos trabalhos em praticamente todas as regiões analisadas.
Além da queda nos preços, produtores do Sul de Minas Gerais estão atentos a possíveis perdas devido a granizo em áreas como Boa Esperança e Ilicínea, onde os cafeicultores estão avaliando os danos.
Diante desse cenário, o mercado do café arábica deve continuar vulnerável às flutuações na colheita e à confirmação da quantidade que será disponibilizada nos próximos períodos.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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