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Agronegócio
2 min de leitura

Mercado de milho no Brasil apresenta riscos para a safra 2026/27

Projeções apontam para desafios como custos altos e El Niño.

Gabriel Rodrigues07 de julho de 2026 às 11:40
Mercado de milho no Brasil apresenta riscos para a safra 2026/27

O setor de milho no Brasil apresenta um cenário favorável no curto prazo, mas a safra de 2026/27 levanta preocupações, conforme analisa Raphael Bulascoschi, especialista da StoneX. Custos elevados de fertilizantes e o potencial impacto do El Niño podem influenciar negativamente a produção.

Fatores de Risco para a Próxima Safra

Bulascoschi ressalta que, após uma safra excepcional, repetir os altos índices de desempenho no verão será desafiador. O aumento nos preços dos fertilizantes pode restringir a área destinada ao plantio, e um possível padrão de El Niño traz o risco de atrasos na semeadura da soja, afetando a janela ideal para a safrinha de milho.

A safrinha é crucial para garantir o abastecimento no Brasil.

Situação Atual do Mercado

Segundo estimativas de julho da StoneX, a combinação de uma safra de verão sólida com uma safrinha volumosa mantém o mercado abastecido, mesmo com perdas em algumas regiões.

Essa disponibilidade ampla é refletida na pressão sobre os preços do milho na B3 recentemente. Embora a demanda interna permaneça forte, a baixa competitividade internacional do milho brasileiro tem mantido grandes volumes de cereal no mercado nacional.

Fatores externos também influenciam: a produção recorde dos Estados Unidos em 2025 aumentou sua competitividade nas exportações, enquanto a Argentina, com uma safra histórica em 2026, ganha espaço no comércio global. A valorização do real nos últimos 18 meses ainda agrava essa situação.

Para o segundo semestre de 2026, a volatilidade cambial e o desempenho da safra americana serão cruciais para o equilíbrio no mercado global. Bulascoschi acredita que uma nova safra cheia nos EUA manterá a pressão sobre os preços em Chicago, limitando a recuperação nos preços internos.

Apesar do quadro estável no curto prazo, os riscos parecem mais inclinados a uma recuperação de preços no médio prazo, conforme avalia o analista da StoneX.

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