Novo relatório demonstra evolução na genética do rebanho de búfalos.

Um estudo recente da Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB) revelou que búfalos nascidos entre 2022 e 2025 geram 116% mais leite, comparados aos que nasceram entre 2015 e 2021. O plantel recente apresentou uma produção média de 15,17 quilos a mais por ano, enquanto os búfalos mais antigos tiveram um aumento de apenas 7,01 quilos.
O relatório anual utiliza a PTA (Potencial de Transmissão para produção de leite ao longo de 305 dias) para medir a capacidade genética dos búfalos. Este indicador refere-se ao potencial que um animal tem de transmitir a produção de leite para suas filhas, embora a quantidade real dependa de fatores como alimentação e manejo.
✨ Os resultados até 2025 indicam um progresso notável na seleção genética para a produção de leite.
A coordenadora do programa, Gabriela Stefani, comenta que o relatório possibilita a análise das transformações nos rebanhos participantes. Ao combinar dados fenotípicos, que incluem características observáveis dos animais, com informações genéticas, é possível verificar o impacto da genética sobre a produção de leite, além de identificar as condições nas quais os búfalos são criados.
Foram analisadas 35.850 lactações de 11.438 búfalos entre 1987 e 2025, provenientes de 25 rebanhos em sete estados brasileiros. O estudo também examina a herdabilidade, que mostra como as diferenças entre os animais estão ligadas à genética, e a questão da endogamia, que avalia a diversidade genética dentro dos rebanhos.
Com parte dos novos animais ainda na fase inicial da vida produtiva, uma análise futura permitirá entender se a melhoria na produção de leite será mantida ao longo dos anos, conferindo uma expectativa positiva para a pecuária de búfalos no Brasil.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mercado físico registra vendas acima das médias devido a dificuldades nos frigoríficos

Cenário interno e queda nas exportações para a China impactam valores

Cotações da arroba seguem em baixa apesar de desafios no abate.

Evento discute medidas para erradicação de zoonoses no Brasil