Estudo alerta para riscos durante as altas temperaturas na pecuária leiteira

O risco de estresse térmico para bovinos leiteiros no Rio Grande do Sul aumentou devido à combinação de altas temperaturas e umidade, conforme aponta a Circular Técnica 33 do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária.
Esse fenômeno pode diminuir a ingestão de alimentos, prejudicar a reprodução, aumentar a incidência de doenças e afetar tanto a produção quanto a qualidade do leite. A pesquisa, liderada pela veterinária Adriana Tarouco, visa alertar sobre essa problemática crescente.
O estudo se baseou em dados de temperatura e umidade coletados em 29 estações meteorológicas do Inmet e do Simagro-RS, analisando informações das primaveras e verões entre 2022 e 2025.
✨ Cerca de 70% das regiões avaliadas enfrentaram estresse térmico leve a moderado nos verões de 2023/2024 e 2024/2025.
Os resultados indicam que, mesmo quando as médias do Índice de Temperatura e Umidade (ITU) não mostram estresse, os picos e a duração do desconforto térmico demandam atenção especial por parte dos produtores.
Ivonete Tazzo, outra pesquisadora envolvida, destacou que as áreas mais afetadas incluem o Vale do Uruguai e a Depressão Central, que estão em altitudes mais baixas e, portanto, mais suscetíveis ao calor.
No verão de 2023/2024, o Vale do Uruguai experimentou 30,6% das horas em conforto térmico, enquanto o Baixo Vale do Uruguai registrou apenas 25,2%. Para o ciclo seguinte, as condições no Baixo Vale do Uruguai se tornaram ainda mais críticas.
Diante desses desafios, a circular sugere que os produtores realizem monitoramento constante das condições climáticas e adotem medidas como sombreamento, fornecimento adequado de água fresca e cuidados especiais durante períodos de onda de calor.
Além disso, recomenda-se ajustes no manejo alimentar e estratégias regionalizadas, já que áreas de maior altitude têm demonstrado condições mais favoráveis para o bem-estar dos bovinos.
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