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agricultura
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CNA discute políticas agrícolas para 2026 em seminário em Brasília

Entidade ressalta a importância do diálogo entre academia e setor agropecuário

Fernanda Lima25 de junho de 2026 às 17:20
CNA discute políticas agrícolas para 2026 em seminário em Brasília

Em Brasília, no dia 24 de novembro de 2026, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou de um seminário promovido pela Anpec, focando em políticas agrícolas para o próximo ano. O evento destacou a importância da integração entre o setor agropecuário e instituições acadêmicas para a melhoria das políticas do setor.

Guilherme Rios, assessor técnico da CNA, enfatizou na abertura do seminário a relevância deste diálogo, que é essencial para otimizar as diretrizes e ações governamentais. Ele apresentou um panorama sobre os mecanismos que sustentam a agropecuária brasileira, abordando aspectos como crédito rural, seguros e gestão de riscos.

Rios apontou que o Brasil possui uma legislação específica que norteia a política agrícola, com orientação para os produtores e outros agentes do setor. Ele citou instrumentos como a assistência técnica e o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), que buscam garantir a sustentabilidade da produção rural.

A demanda anual da agropecuária brasileira é estimada em R$ 1,2 trilhão, com o Plano Safra representando apenas 33% desse valor.

Discutindo o Plano Agrícola e Pecuário, Rios explicou que a política vai além do crédito, envolvendo também programas voltados para gestão de riscos e comercialização. Ele alertou que, mesmo com o orçamento anunciado, muitos produtores ainda não estão recebendo os recursos necessários.

Entre as fontes de financiamento, Rios destacou a Cédula de Produto Rural (CPR) como a principal alternativa em termos privados, sendo complementada pela Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) e outros instrumentos financeiros.

Rios também observou uma queda de 10% no volume de recursos disponíveis para o Plano Safra de julho de 2025 a maio de 2026, em comparação ao período anterior, o que gerou uma série de desafios para os agricultores, que enfrentam um cenário econômico desafiador e burocracia nos empréstimos.

Defendendo o seguro rural como uma política de Estado, Rios apontou um aumento significativo na inadimplência do crédito rural, que subiu de 0,61% para 13,29% em um ano. A CNA reafirmou seu compromisso de fortalecer as políticas agrícolas e aprimorar o ambiente de negócios para os produtores, visando melhorar as práticas existentes.

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