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agricultura
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CropLife Brasil busca avanços em regulamentações agrícolas

Organização visa promover pautas essenciais para o agronegócio

Mariana Souza02 de junho de 2026 às 17:40
CropLife Brasil busca avanços em regulamentações agrícolas

A CropLife Brasil, que representa a indústria de pesquisa e inovação no setor agrícola, está se mobilizando para avançar em questões regulatórias vitais. As principais pautas incluem a regulamentação do novo marco legal para defensivos agrícolas e da legislação de bioinsumos, já aprovadas, assim como a revisão da Lei de Proteção de Cultivares, que aguarda votação no Legislativo.

Ana Repezza, recém-empossada presidente da CropLife Brasil, destacou a importância dessas iniciativas para o futuro do agronegócio brasileiro, enfatizando que elas englobam praticamente todo o setor de pesquisa e inovação. "Esses três grandes marcos regulatórios impactam toda a cadeia produtiva", afirmou.

Os marcos legais dos defensivos agrícolas foram aprovados em 2023 e a lei de bioinsumos em 2024.

Repezza acredita que a revisão da lei de proteção de cultivares pode ser votada ainda em 2026, classificando-a como fundamental para garantir a competitividade no agronegócio. Recentemente, a CropLife lançou uma campanha chamada "O que é que só o Brasil tem?", para destacar a necessidade de políticas públicas específicas que atendam às particularidades da agricultura tropical.

Segundo a nova presidente, as empresas do setor têm investido constantemente em inovação, mas a falta de um marco regulatório claro gera insegurança jurídica. "Sem um marco estabelecido, quem desenvolve novas tecnologias fica apreensivo sobre os processos de autorização para suas inovações", resumiu.

Contexto

A pesquisa encomendada pela CropLife Brasil revelou que muitos brasileiros não relacionam a tecnologia com a competitividade da produção agrícola do país. Além disso, a atividade no setor envolve a análise de novos produtos por três principais órgãos reguladores: o Ministério da Agricultura, a Anvisa e o Ibama.

Ana Repezza reforçou a necessidade de que esses órgãos colaborarem para avaliar novos produtos, assegurando sua eficácia e a segurança ambiental e sanitária. "Estamos solicitando que o fluxo de aprovação dos novos produtos seja regulamentado para que investidores e desenvolvedores tenham clareza sobre os prazos e processos de autorização para comercialização", concluiu.

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