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Tecnologia une fertilizantes e bioinsumos para agricultura sustentável

Inovação pode aumentar eficiência e reduzir desperdícios no campo

Gabriel Rodrigues22 de julho de 2026 às 13:45
Tecnologia une fertilizantes e bioinsumos para agricultura sustentável

Pesquisadores da Embrapa Instrumentação e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) anunciaram uma inovação que integra fertilizante mineral e um agente biológico em um único produto, permitindo aplicação conjunta. Essa tecnologia promete aumentar a eficiência na agricultura e minimizar o desperdício.

O que é a nova tecnologia?

A solução consiste em um revestimento biodegradável que envolve grânulos de fertilizante, baseados em fósforo e nitrogênio, e protege o fungo Trichoderma harzianum. Este microrganismo é amplamente utilizado como bioinsumo nas práticas agrícolas, mas é vulnerável a condições ambientais adversas.

A nova formulação garante a persistência do fungo no solo e melhora sua eficácia.

De acordo com a Embrapa, o revestimento não apenas preserva a viabilidade do fungo durante o armazenamento, mas também permite uma liberação gradual após a aplicação, aumentando a funcionalidade do microrganismo em campo.

Desafios e Avanços

Historicamente, a aplicação de Trichoderma em grande escala enfrenta desafios relacionados à sua sobrevivência, especialmente ao entrar em contato com fertilizantes químicos, que podem causar estresse osmótico e alterações de pH. O novo revestimento oferece uma solução, criando uma barreira protetora que garante a liberação controlada dos esporos.

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Essa estrutura forma um filme resistente e biodegradável que envolve os esporos do fungo, protegendo-os contra condições adversas

Aline Medeiro Ferreira

As pesquisas indicam que a inovação pode reduzir a necessidade de fertilizantes químicos e os impactos ambientais associados.

Impacto Ambiental

Com o uso desta tecnologia, potencializa-se uma diminuição nas emissões de gases de efeito estufa e nos problemas de eutrofização.

A integração de recursos biológicos e químicos pode levar a uma agricultura mais sustentável, alinhada com práticas de bioeconomia circular. O próximo passo é levar essa tecnologia a um nível comercial e testar sua performance em diversas culturas.

O desenvolvimento da tecnologia teve apoio financeiro de órgãos como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

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