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agricultura
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El Niño afetará safra de soja com altas temperaturas em 2026

O fenômeno trará calor intenso e atrasos nas chuvas da primavera.

Gabriel Rodrigues13 de abril de 2026 às 18:10
El Niño afetará safra de soja com altas temperaturas em 2026

O fenômeno climático El Niño está previsto para retornar no final de abril, consolidando-se em maio e permanecendo ativo durante a primavera, verão e até o inverno. Este fenômeno terá impacto significativo na safra de soja de 2026/27.

O El Niño pode evoluir para um 'super El Niño', trazendo ondas de calor e condições climáticas desfavoráveis.

As previsões indicam que o El Niño começará com intensidade moderada, mas sua força pode aumentar nos meses seguintes. O fenômeno provocará ondas de calor mais intensas e frequentes, além de um inverno quente em várias regiões do Brasil.

Como efeito colateral, a expectativa é de que as chuvas da primavera sejam atrasadas, iniciando apenas entre a segunda quinzena de outubro e o início de novembro, semelhante ao cenário de 2023. Agricultores do Centro-Oeste devem se preparar para essas condições climáticas adversas.

Previsões para os Próximos Dias

Nos próximos cinco dias, a previsão aponta para condições favoráveis de chuvas nas regiões do Matopiba e Sudeste. No Centro-Oeste, as precipitações devem ocorrer mais intensamente na porção oeste, devido à influência de uma área de baixa pressão oriunda do Paraguai.

Entre 15 e 16 de abril, a formação de um ciclone extratropical no Sul do Brasil pode aumentar a intensidade das chuvas nas regiões Sul e Sudeste, além de partes do Centro-Oeste. Em Mato Grosso, estima-se que as chuvas acumuladas cheguem a 50 mm em um período de cinco dias.

De 19 a 23 de abril, o Piauí, Maranhão e Tocantins podem registrar acumulados significativos, superando os 100 mm. Em Sorriso (MT), a previsão é de chuvas entre 30 mm e 40 mm no próximo fim de semana, com picos de até 70 mm no final do mês, beneficiando o desenvolvimento do milho da segunda safra.

Contudo, é esperado que, a partir da segunda semana de maio, o clima seco retorne à região, desafiando os agricultores.

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