Agricultores enfrentam desafios em cultivos devido a fenômeno climático

O fenômeno climático El Niño está impactando significativamente as práticas agrícolas na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Especialmente afetados estão os cultivos de inverno e a preparação para as lavouras de verão, conforme avaliação do engenheiro agrônomo Edison Jacociunas.
Recentes chuvas, aliadas à baixa luminosidade e ventos intensos, têm tornado o manejo fitossanitário desafiador em cultivo de canola, trigo e aveia. O excesso de umidade facilita a proliferação de patógenos, exigindo um acompanhamento mais rigoroso das lavouras e a definição do momento ideal para intervenções.
✨ Ventania causa danos: rajadas de até 60 km/h afetaram folhas e inflorescências.
Além dos altos índices de umidade, as rajadas de vento que chegaram a atingir 60 quilômetros por hora causaram danos visíveis nas folhas e inflorescências, resultando em necroses. Essa combinação de fatores complicam o cultivo de inverno neste período crítico.
Por outro lado, as áreas destinadas ao milho e ao arroz já estão sendo manejadas para a pré-semeadura. A drenagem do solo é vital para garantir que o plantio ocorra na primeira janela apropriada. Os agricultores planejam iniciar a semeadura do milho assim que as condições do solo permitirem.
Para o cultivo de arroz, existe a possibilidade de antecipação da semeadura para o final de agosto. No entanto, o progresso destas operações dependerá das condições específicas do campo, principalmente da efetividade da drenagem após as chuvas.
Neste cenário, os agricultores permanecem vigilantes, tanto em relação à proteção das lavouras já estabelecidas quanto na preparação para as futuras culturas de verão.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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