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agricultura
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Endividamento no agro aumenta e gera preocupações para a próxima safra

Produtores enfrentam desafios financeiros em meio a juros altos e perdas climáticas

João Pereira25 de maio de 2026 às 17:00
Endividamento no agro aumenta e gera preocupações para a próxima safra

O setor agropecuário brasileiro enfrenta um aumento significativo no endividamento, impulsionado pela alta das taxas de juros, pelo impacto de eventos climáticos adversos e pela contração do crédito rural.

Dados recentes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) revelam que o Plano Safra 2025/2026 apresenta uma queda de 13% nas contratações para custeio e de 20% nas linhas de investimento em comparação com o ciclo anterior.

A pressão financeira aumenta, pois os produtores lidam com custos de produção crescentes e redução da rentabilidade.

O endividamento agrícola é uma preocupação crescente, com produtores relatando dificuldades em honrar compromissos operacionais devido a preços elevados de insumos como fertilizantes e diesel.

No crédito direcionado, os programas de modernização, como Moderfrota e Proirriga, sofreram uma retração de quase 50%, conforme dados do Mapa.

Em Mato Grosso, o agricultor Regis Porazzi mencionou que muitos estão enfrentando taxas de juros superiores a 16% ao ano devido à diminuição das opções de crédito oficial.

No Rio Grande do Sul, as condições financeiras estão ainda mais severas. As enchentes de 2024 afetaram cerca de 206 mil propriedades rurais, ocasionando perdas estimadas em mais de R$ 100 bilhões nos últimos cinco anos, segundo a Farsul.

Agricultores relatam a venda de máquinas e dificuldades para financiar a próxima safra, levando à necessidade de renegociar arrendamentos.

Em resposta, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) no Congresso prioriza a defesa do Projeto de Lei nº 5.122/2023, que busca introduzir mecanismos para a renegociação de dívidas utilizando recursos do Fundo Social.

Entidades do setor clamam por um reforço no seguro rural e a ampliação de fundos garantidores para proporcionar maior previsibilidade no financiamento.

Diante da incerteza financeira e climática, o futuro da próxima safra permanece indefinido, com riscos elevados de uma redução na área plantada e na capacidade de custeio.

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