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Agronegócio
2 min de leitura

Seguro rural no Brasil sofre queda significativa até 2025

Custo elevado e baixa cobertura afastam produtores da proteção

Gabriel Rodrigues13 de julho de 2026 às 12:10
Seguro rural no Brasil sofre queda significativa até 2025

Um levantamento do Observatório do Crédito e Seguro Rural da Fundação Getúlio Vargas (FGV) revela que a área coberta por seguros rurais no Brasil caiu de 3,4 milhões para 3,2 milhões de hectares entre as safras de 2021 e 2025. Essa diminuição reflete os desafios enfrentados pelos produtores, que têm optado por plantar sem esse recurso devido aos custos elevados.

Impacto da Redução da Área Segurada

Apesar da crescente incidência de problemas climáticos, como secas e chuvas intensas, a cobertura de seguros deve aumentar. No entanto, a realidade é que o seguro rural se tornou inacessível para muitos agricultores. O estudo da FGV aponta que, para reverter a perda de 10 milhões de hectares que ficaram sem proteção, seriam necessárias pelo menos R$ 300 bilhões.

A adoção de uma política que eleve a subvenção da soja de 20% para 30% poderia aumentar esse valor para R$ 500 bilhões.

Desafios para os Agricultores

O acesso ao crédito tem diminuído, resultando em um cenário de endividamento que leva os produtores a reduzir a contratação de seguros rurais. Especialmente no Rio Grande do Sul, muitos agricultores têm dificuldade para acessar programas como o Proagro, com os cortes nas subvenções tornando a contratação quase inviável.

Evolução das Resseguradoras

Diante desse contexto, as resseguradoras estão ganhando espaço, assumindo parte dos riscos das seguradoras convencionais. A Federação Nacional das Empresas de Resseguros (Fenaber) enfatiza que essas instituições desempenham um papel fundamental ao diluírem riscos e oferecendo suporte financeiro em casos de perdas agrícolas.

Consequências das Perdas Climáticas

De acordo com um estudo do Centro Internacional Celso Furtado, as perdas relacionadas ao clima nas safras anteriores resultaram em um prejuízo aproximado de R$ 10 bilhões anualmente para o agronegócio do país. Com a diminuição da área segurada, a necessidade de ferramentas financeiras privadas, como o resseguro, torna-se essencial para garantir a estabilidade de seguradoras e instituições financeiras.

Os resseguradores são vitais, pois não apenas garantem a cobertura financeira, mas também realizam estudos sobre os riscos associados a diferentes culturas em várias regiões, contribuindo para um agronegócio mais seguro e resiliente.

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