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agricultura
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FPA pede R$ 27 bilhões para crédito rural na safra 2026/27

Aumento do orçamento é fundamental para garantir competitividade.

Fernanda Lima09 de junho de 2026 às 14:35
FPA pede R$ 27 bilhões para crédito rural na safra 2026/27

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) solicitou ao ministro da Agricultura, André de Paula, um aporte de R$ 27 bilhões para subvenção das taxas de crédito rural na próxima safra, 2026/27. O valor representa o dobro dos recursos disponíveis para a safra atual e busca reduzir a dependência do setor em relação a linhas de crédito com taxas de mercado mais elevadas.

FPA argumenta que sem essa quantia, produtores enfrentarão juros inviáveis.

Na safra 2025-26, o orçamento alocado para subvenção de taxas foi de R$ 13,5 bilhões, destinado a equilibrar a disparidade entre os custos de captação das instituições financeiras e o valor pago pelos agricultores. Durante uma reunião realizada em 9 de junho, os legisladores enfatizaram a necessidade de um orçamento mais robusto para garantir a efetividade do Plano Safra 2026/27.

Demandas adicionais da FPA

Os representantes da FPA também pediram a criação de uma linha de custeio emergencial, a manutenção das exigibilidades bancárias relacionadas ao crédito rural e a oferta de taxas competitivas. Durante o encontro, reforçaram suas críticas aos valores recordes revelados no Plano Safra e à baixa eficácia na concessão dos recursos, destacando um cenário de restrição bancária e juros elevados.

Além disso, a bancada expressou sua preocupação com a dependência crescente do modelo atual do Plano Safra em relação a recursos privados e a diminuição do papel do Tesouro Nacional na equalização de juros. Com um total de R$ 594 bilhões alocados para o ciclo 2025/26, apenas R$ 157 bilhões contavam com subvenção, refletindo uma diminuição na relevância do crédito oficial em favor de alternativas privadas, como as Cédulas de Produto Rural (CPRs).

Contexto

A FPA alerta que a falta de alocação adequada de recursos têm resultado em uma queda nas contratações na safra atual, afetando programas de investimento essenciais.

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