Exportações de carne suína do Brasil seguem fortes, mas desaceleram
Desempenho de maio apresenta recuo em relação a abril, mas mostra evolução anual.

As exportações de carne suína do Brasil apresentaram um desempenho positivo em maio de 2026, com um total de 125,854 mil toneladas exportadas, gerando uma receita de US$ 293,074 milhões, mesmo enfrentando uma desaceleração em comparação ao mês anterior.
O volume exportado em abril havia sido de 135,993 toneladas, resultando em uma receita de US$ 318,335 milhões. Apesar desse recuo, os números continuam robustos quando comparados a maio de 2025, quando foram embarcadas 115,938 mil toneladas.
✨ A leve queda nas exportações é vista como uma acomodação após um mês excepcional, e não como uma perda de competitividade.
Os preços médios de exportação também apresentaram uma leve redução, caindo de US$ 2.383,89 em abril para US$ 2.370,91 em maio, indicando pequenas oscilações que são comuns no comércio internacional de proteínas.
Mercados-chave e sua importância
As Filipinas se destacam como o principal mercado para as exportações brasileiras, respondendo por 20,59% do total embarcado, com 25,909 mil toneladas e receita de US$ 62,089 milhões. Este mercado tem uma característica de alta sensibilidade a preços.
O Japão continua como um mercado estratégico, absorvendo 15,159 mil toneladas com um preço médio elevado de US$ 3.374,60, o que valoriza ainda mais as exportações brasileiras. A China, embora com queda na quantidade importada, também se mantém relevante, com um volume de 8,875 mil toneladas.
Outros países como Chile e México mostraram um desempenho positivo, enquanto mercados menores como Vietnã e Argentina participaram da diversificação das exportações.
✨ A segmentação de mercado é clara, com países premium como o Japão pagando preços superiores, enquanto mercados focados em volume mantêm preços mais competitivos.
No total, de janeiro a maio de 2026, as exportações somaram 642,320 mil toneladas, um aumento de 14,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, com destaque para o crescimento nas Filipinas e Japão.
Apesar da retração em alguns mercados, a resiliência e adaptação do setor às dinâmicas de comércio global geram perspectivas otimistas para o futuro.
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