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Agronegócio
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FPA critica redução de recursos no Plano Safra 2026/2027

Frente Parlamentar da Agropecuária destaca queda significativa em financiamento.

Fernanda Lima01 de julho de 2026 às 15:15
FPA critica redução de recursos no Plano Safra 2026/2027

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) expressa preocupação com o recém-anunciado Plano Safra 2026/2027, indicando que, apesar de sua apresentação como um recorde, os dados mostram uma redução significativa de R$ 29,6 bilhões, ou 5,73%, em comparação ao ciclo anterior. Essa diminuição é ainda mais alarmante quando se excluem fundos que tradicionalmente não fazem parte do crédito rural.

Um dos aspectos mais preocupantes para a FPA é a diminuição das verba destinada ao crédito de custeio e comercialização, que é essencial para garantir atividades como o plantio e a aquisição de insumos. O valor alocado para essa categoria caiu de R$ 414,7 bilhões para R$ 384,9 bilhões, o que representa uma retração de 7,2%. Este cenário é ainda mais crítico em um momento onde os produtores enfrentam alto nível de endividamento e acesso restrito ao crédito.

A queda expressiva do crédito agrícola pode afetar gravemente a capacidade de produção nacional.

Apesar de um crescimento aparente nos recursos destinados a investimentos, que saltaram de R$ 101,5 bilhões para R$ 140,2 bilhões, a FPA ressalta que esse aumento inclui R$ 38,5 bilhões de fundos que não se enquadram no crédito rural convencional, o que torna essa expansão ineficaz para atender a real demanda dos produtores.

A FPA também destaca que programas essenciais para o setor enfrentam cortes drásticos. O Moderfrota, por exemplo, viu seus recursos encolherem em 54%, impactando a renovação de máquinas e equipamentos agrícolas, enquanto o Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) teve uma retração de 28%, ignorando o crescimento da necessidade de armazenagem no país.

Adicionalmente, a FPA simula que os recursos equalizados para o novo plano totalizarão R$ 97 bilhões, em comparação a R$ 113,8 bilhões do ciclo anterior, resultando em uma diminuição de 14,7%. O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural, que já vinha sendo afetado por contenções orçamentárias, enfrenta novos cortes, prevendo a menor cobertura em 10 anos, alcançando apenas 2,69 milhões de hectares.

Reconhecendo os esforços do governo para a redução dos juros, a FPA considera que, à luz do endividamento crescente e da limitação do crédito, essas medidas não são suficientes. A postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em restringir sua presença durante o lançamento do plano apenas para a agricultura familiar também foi criticada, sugerindo uma divisão inadequada entre diferentes segmentos do setor agropecuário.

Para a FPA, todos os tipos de produtores, desde pequenos até grandes produtores e cooperativas, são partes fundamentais do sistema agroindustrial que sustenta a economia do Brasil. A entidade promete continuar sua luta no Congresso Nacional em prol do crédito eficaz para o produtor rural, com ênfase nos projetos de lei que buscam a renegociação das dívidas e a reforma do Seguro Rural.

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