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agricultura
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Senadora Tereza Cristina pede R$ 180 bilhões para dívidas rurais

Reunião da FPA discute necessidade urgente de renegociação de dívidas

Ricardo Alves05 de maio de 2026 às 17:05
Senadora Tereza Cristina pede R$ 180 bilhões para dívidas rurais

A senadora Tereza Cristina (PP-MS), vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), destaca que são necessários pelo menos R$ 180 bilhões para renegociar as dívidas rurais acumuladas, que superam R$ 800 bilhões.

Durante um encontro da bancada, Tereza explicou que o governo apenas propôs R$ 80 bilhões a partir de recursos não utilizados do Plano Safra. Ela enfatizou a urgência em abordar o problema do endividamento do setor agrícola.

O governo apenas ofereceu R$ 80 bilhões, sendo necessária uma quantia muito maior.

O Ministério da Fazenda está em negociações com o Senado para implementar novas estratégias de repactuação das dívidas rurais. Tereza afirmou que a discussão atual gira em torno das fontes de recursos para essas linhas de crédito.

Ela mencionou um projeto de lei (5122/2023) que sugere a destinação de R$ 30 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal, que, segundo a senadora, é uma quantia insuficiente, e que o governo não está tão disposto a aprovar essa utilização.

Tereza Cristina também apontou que a proposta do Ministério da Fazenda precisa de revisões importantes. "Precisamos de uma solução mais estruturante" - ressaltou, referindo-se a conversas em andamento sobre novas receitas.

Ela reiterou que o governo federal precisa ser ativo neste processo, alertando para a necessidade de aprovação de medidas que facilitem o acesso a recursos necessários. Uma das opções seria utilizar R$ 18 bilhões do Fundo Constitucional para o Nordeste, embora R$ 2 bilhões já tenham sido consumidos recentemente.

Tereza também lembrou que o governo terá um aumento extra de receitas, totalizando R$ 128 bilhões, proveniente do aumento nos preços do petróleo. "É vital que o governo encontre o caminho certo para aplicar esses recursos" - concluiu.

Se não houver avanço nas negociações entre governo e Senado, a votação do PL 5122 poderá ocorrer na próxima semana na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

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