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agricultura
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Futuros de soja caem 0,81% com foco em exportações e Oriente Médio

Mercados acompanhando expectativas de vendas e situação geopolítica.

Gabriel Rodrigues20 de maio de 2026 às 17:10
Futuros de soja caem 0,81% com foco em exportações e Oriente Médio

Os contratos futuros de soja para julho registraram uma queda de 0,81% na Bolsa de Chicago, fechando o dia a US$ 11,9975 por bushel. Esse desempenho foi impactado pela desvalorização generalizada das commodities e pela expectativa de um avanço nas negociações que visam a reduzir as tensões no Oriente Médio.

Expectativa dos investidores aumenta com a divulgação de vendas de exportação pelo USDA.

Durante todo o dia, os futuros do complexo soja apresentaram recuos acima de 1%, refletindo o clima de incerteza no mercado internacional. A Agrinvest ressalta que o fortalecimento de perspectivas para negociações no Oriente Médio influencia diretamente os preços de energia, impactando assim as commodities agrícolas.

Atenta à demanda externa

Os investidores estão atentos à divulgação de dados sobre vendas semanais para exportação do USDA, que ocorrerá amanhã. Essas informações são cruciais para medir a demanda externa pela soja americana. Além disso, o foco está nas movimentações da China, especialmente na compra da nova safra norte-americana, que pode ser favorecida pela logística da região do Pacífico Noroeste.

Milho e Trigo em queda

No segmento de milho, o contrato futuro para julho encerrou o dia com uma queda de 2,00%, cotado a US$ 4,6575 por bushel. A pressão sobre os grãos é visível, e os últimos dados da EIA mostraram que a produção de etanol nos EUA atingiu 1,111 milhão de barris por dia, um aumento significativo em relação ao mês anterior.

Quanto ao trigo, também houve desvalorização de 1,01%, fechando a US$ 6,6050 por bushel. A falta de novidades, especialmente em relação às compras chinesas, levou investidores a realizarem lucros, resultando em pressões de baixa nos preços.

Contexto

As tensões geopolíticas entre China e Rússia estão sendo monitoradas de perto. Embora não tenham sido firmados novos acordos comerciais agrícolas, líderes dos dois países ressaltaram a importância do comércio agrícola entre as nações.

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