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agricultura
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Broca-da-cana assola cultivos de milho e afeta produtividade

Produtores alertam sobre os perigos da praga para lavouras em todo o país.

Carlos Silva27 de maio de 2026 às 18:40
Broca-da-cana assola cultivos de milho e afeta produtividade

A broca-da-cana, praga que representa uma ameaça significativa aos cultivos de milho, preocupa agricultores em diversas regiões brasileiras. Os danos causados no colmo e a consequente diminuição da produtividade são alertas que devem ser levados em consideração especialmente entre janeiro e maio, período crítico para o desenvolvimento da cultura.

A praga é particularmente devastadora durante as fases iniciais de crescimento do milho.

Classificada como Diatraea saccharalis, essa praga é tradicionalmente conhecida por atacar a cana-de-açúcar, mas vem se espalhando para lavouras de milho, especialmente onde há integração entre as duas culturas. As larvas se alimentam da parte interna do colmo e das folhas, provocando diversas consequências, como a quebra das plantações e a perda de grãos.

Sintomas e Identificação da Praga

Os primeiros indícios da infestação aparecem nas folhas jovens, com perfurações dispostas em um padrão que lembra um 'tiro de metralhadora'. À medida que a infestação escala, a broca causa buracos circulares e elípticos no colmo, acompanhados de fezes, evidenciando uma pressão severa que pode culminar no acamamento das plantas.

A identificação precisa da broca-da-cana torna-se um desafio, visto que suas larvas apresentam um corpo amarelado a creme, com manchas escuras, e podem medir até três centímetros em seu estágio final. A diferenciação em relação a outras brocas que acometem o milho pode ser feita pela análise das galerias no colmo e dos danos nas folhas.

Estratégias de Controle e Manejo

Para mitigar os riscos trazidos pela broca-da-cana, é essencial o monitoramento contínuo do campo. Especialistas recomendam que as áreas sejam divididas em talhões semelhantes, utilizando estratégias de caminhamento em zigue-zague para inspecionar sinais de infestação. O uso de armadilhas com feromônios pode auxiliar na avaliação da população adulta.

A decisão de aplicar controle deve levar em conta a intensidade da infestação, o estágio do cultivo e a capacidade produtiva da lavoura. O manejo é considerado eficaz quando as lagartas ainda estão expostas nas folhas e cartuchos antes de infiltrarem-se profundamente no colmo.

O manejo integrado da broca-da-cana envolve táticas culturais, biológicas e químicas. Entre as práticas recomendadas estão a destruição de restos culturais e a rotação de culturas, que ajudam a quebrar o ciclo da praga. O controle biológico, utilizando parasitoides do gênero Trichogramma e fungos entomopatogênicos, também é uma abordagem eficaz a ser considerada.

A supervisão e o acompanhamento constantes das lavouras são essenciais para a saúde do cultivo.

Os agricultores são orientados a ficar atentos entre janeiro e maio, principalmente em áreas próximas a plantações de cana-de-açúcar, uma vez que essa proximidade pode aumentar o risco de infestações. Além disso, a luta contra a broca-da-cana deve ser parte de uma estratégia ampla que inclui o monitoramento de outras pragas e doenças que podem comprometer ainda mais a produtividade.

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