Instituto Água e Terra aponta licenciamento como grande desafio

O Paraná, reconhecido como o maior produtor de peixes do Brasil, apresenta taxas de irregularidade que variam de 5% a 10% nas propriedades dedicadas à piscicultura. Essas informações são do Instituto Água e Terra (IAT) e refletem um desafio significativo para os produtores locais.
Conforme o IAT, a região Oeste do Estado é responsável por mais de 75% da produção piscícola, totalizando 273 mil toneladas em 2025. A falta de licenciamento adequado é o principal problema enfrentado pelos produtores. Luiz Henrique Fiorucci, chefe da regional do IAT em Toledo, destaca que as licenças devem ser renovadas periodicamente e alerta para a necessidade de solicitação com, pelo menos, 120 dias de antecedência.
"O maior problema refere-se aos licenciamentos necessários para a atividade. Essas autorizações devem ser renovadas dentro do prazo estipulado.
✨ Cerca de 235 mil tilápias são abatidas diariamente no Paraná e 30% dessa produção é exportada.
Lincoln Douglas Silva, um piscicultor de Terra Roxa, está expandindo sua operação de 350 mil para 482 mil peixes por ciclo, com o apoio da C. Vale Cooperativa Agroindustrial para obter as licenças necessárias. A cooperativa já atua na regularização das práticas de seus integrantes desde 2016.
1. Cadastro Ambiental Rural (CAR): Prova de regularidade fundiária. 2. Licenciamento Ambiental: Licença Ambiental por Adesão e Compromisso (LAC), Licença Ambiental Simplificada (LAS) ou um process convencional. 3. Outorga de Direito de Uso de Recursos Hídricos: Necessária para captação de água de rios ou barragens. 4. Autorização Ambiental: Para intervenções temporárias nas margens de corpos hídricos.
Fiorucci ainda salienta que, em relação à construção de açudes e tanques, as normas do Código Florestal e da Lei da Mata Atlântica também devem ser respeitadas, e recomenda que os produtores busquem orientação técnica para garantir a legalidade de seus projetos.
Recentemente, um produtor de Guarapuava foi multado em R$ 34 mil por intervenções ambientais irregulares em uma Área de Proteção Ambiental. As ações estão sendo investigadas pela Polícia Civil para possíveis crimes ambientais, destacando a importância de seguir as regulamentações para evitar penalizações.
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