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agricultura
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Mercado de trigo sob pressão global, mas firme no Brasil

Divisão entre condições internacionais e fatores internos

Tiago Abech15 de junho de 2026 às 09:15
Mercado de trigo sob pressão global, mas firme no Brasil

O mercado de trigo enfrentou tendências divergentes, pesando a pressão da oferta global e uma situação mais estável no Brasil. De acordo com a análise semanal da TF Agroeconômica, a colheita avançada no Hemisfério Norte e o aumento nas lavouras da Europa e do Mar Negro impactam negativamente as cotações internacionais.

Em Chicago, o contrato para julho de 2026 interrompeu uma sequência de duas semanas de desvalorização, embora a recuperação ainda seja incerta. O preço de US$ 5,80 por bushel está atraindo compradores, enquanto as barreiras de resistência se situam em US$ 6,30 e US$ 6,60 por bushel, mantendo uma tendência baixa e lateral. O suporte principal pode ser testado novamente caso o mercado fique abaixo de US$ 6,30.

A pressão no mercado decorre da nova safra de inverno nos EUA, o início da colheita na Europa e a expectativa de uma colheita significativa no Mar Negro.

Além disso, fatores como a maior presença da Rússia no mercado chinês, quedas nas exportações americanas e uma redução das áreas afetas à seca nos EUA também contribuem para a pressão nos preços internacionais.

No entanto, o cenário é distinto no Brasil. A Conab revisou para baixo a estimativa da safra nacional, reduzindo-a de 6,39 milhões para 6,30 milhões de toneladas, um volume consideravelmente inferior aos 7,87 milhões da safra anterior. Os estoques reduzidos e a previsão de importações superiores à produção nacional ajudam a sustentar os preços internos.

No Paraná, indicadores da CEPEA mostram um viés de alta contínuo devido à demanda por farinhas de qualidade. A expectativa é de um aumento moderado nos preços enquanto essa tendência persistir. Já no Rio Grande do Sul, o cenário é mais lateral, com moinhos apresentando margens de lucro menores e diminuindo as operações de moagem.

Contexto Adicional

Ainda restam 210 mil toneladas disponíveis no Rio Grande do Sul, além de 240 mil toneladas previstas para chegar ao estado no segundo semestre.

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