Queda nos preços do boi gordo impacta mercado brasileiro em junho
Mercado registra correções significativas nas cotações

O mercado físico do boi gordo encerrou o mês de junho com uma expressiva queda nas cotações, impactando praticamente todas as principais regiões produtoras do Brasil. A correção nos preços foi impulsionada por um ajuste na operação da indústria frigorífica devido à redução temporária das compras de carne bovina por parte da China, o maior importador dessa proteína brasileira.
Conforme analisado por Fernando Iglesias, especialista da Safras & Mercado, os frigoríficos estão diminuindo a capacidade de abate e implementando férias coletivas em diversas unidades, buscando alinhar a produção ao ritmo mais lento das exportações projetadas para o terceiro trimestre.
✨ São Paulo viu a arroba cair para R$ 335, com uma redução de 5,63%.
- 1Goiânia (GO): R$ 320 (-3,03%)
- 2Uberaba (MG): R$ 315 (-3,08%)
- 3Dourados (MS): R$ 320 (-8,57%)
- 4Cuiabá (MT): R$ 330 (-7,04%)
- 5Vilhena (RO): R$ 320 (-4,48%)
A volatilidade também marcou o primeiro semestre do ano, onde alterações nas normas relacionadas à salvaguarda chinesa afetaram os preços, levando as indústrias a se adaptarem rapidamente às novas condições do mercado. Diante desse panorama, a orientação para os pecuaristas é a utilização de ferramentas que ajudem na proteção dos preços, minimizando assim os riscos associados.
Além das oscilações no mercado físico, o setor atacadista também experimentou recuos nas cotações durante junho, mesmo em um período geralmente associado a um aumento no consumo devido à Copa do Mundo. O desempenho do mercado foi limitado pela competitividade da carne bovina em comparação com outras proteínas, como a carne de frango, que se mostrou mais atrativa para os consumidores.
✨ No fechamento de junho, o quarto dianteiro do boi foi negociado a R$ 21,00 por quilo, enquanto os cortes do traseiro encerraram a R$ 25,50 por quilo.
Contexto
A desaceleração no mercado de carne bovina está em linha com as flutuações de demanda e ajustamentos industriais, refletindo a necessidade de adaptação à nova realidade de exportação e consumo interno.
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