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agricultura
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Mercado futuro de leite traz segurança aos produtores brasileiros

Novo instrumento promete maior previsibilidade e proteção para o setor

Gabriel Rodrigues20 de julho de 2026 às 14:10
Mercado futuro de leite traz segurança aos produtores brasileiros

Desde o dia 13 de maio, o setor leiteiro brasileiro aceita operações no mercado futuro, permitindo a negociação de contratos com preços fixados entre as partes, sem precisar passar por uma bolsa. Esta novidade visa aumentar a proteção e a previsibilidade para os produtores, que frequentemente lidam com a incerteza dos preços do leite.

A caminho dessa adaptação, a recente reunião da Comissão Técnica de Bovinocultura de Leite do Sistema FAEP, realizada em 16 de maio, enfocou o avanço dessa ferramenta no meio rural. "Essa implementação oferece maior segurança aos nossos produtores", afirmou Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema FAEP.

70% do mercado global de leite já utiliza contratos futuros.

Durante o encontro, Marianne Tufani, gerente de riscos da StoneX Leite Brasil, esclareceu como o mercado futuro opera e respondeu a dúvidas dos participantes. Ela destacou que acompanhar as práticas bem-sucedidas de outros segmentos agrícolas é fundamental: "As demais cadeias, como soja e milho, já se adaptaram e estão colhendo os benefícios", disse.

Importância do mercado futuro

O mercado futuro permite que os produtores se protejam contra oscilações de preço, garantindo uma margem de lucro mais estável e previsível.

Na reunião, também foram discutidos problemas relacionados à energia elétrica e à saúde do rebanho, incluindo a discussão sobre o combate à Brucelose. Roger van der Vinne, vice-presidente da CT, enfatizou a importância de manter os padrões de saúde do rebanho e garantir certificações necessárias.

Os membros da comissão finalizaram com um debate sobre maneiras de aumentar a rentabilidade por meio do foco em produtos derivados do leite, como whey protein e concentrados proteicos, sinalizando tendências que o setor deve acompanhar.

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