Câmara do Leite promove soluções contra carrapato bovino em Esteio
Estratégias inovadoras são debatidas para fortalecer a cadeia produtiva do leite

A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite e Derivados se reuniu nesta sexta-feira (15), em Esteio, durante a Fenasul Expoleite 2026, para discutir novas abordagens no controle do carrapato bovino e inovações que visam fortalecer o setor leiteiro.
O evento contou com a presença do secretário da Agricultura, Márcio Madalena, e teve a participação do pesquisador José Reck, que apresentou um estudo sobre o uso de micro-organismos do solo, como fungos e bactérias, na aplicação de um produto biológico destinado ao controle do carrapato bovino.
✨ A proposta inovadora implica em tratar o ambiente onde os carrapatos se desenvolvem, utilizando drones para aplicar soluções nas pastagens.
A estratégia ainda está sendo validada em campo, mas pode ser combinada com métodos químicos tradicionais. Reck também discutiu um sistema alternativo de rotação e vazio de piquetes, que pode ser aplicado em áreas de integração lavoura-pecuária após a colheita de culturas como arroz e soja.
O intervalo em que as áreas ficam livres de animais é essencial para a diminuição da população de carrapatos, conforme indicado pelo IPVDF.
Contexto do Uso de Carrapaticidas
Os carrapaticidas utilizados em vacas lactantes possuem limitações, tornando essencial a busca por métodos não químicos, que podem ajudar no manejo sanitário e reduzir a dependência de produtos químicos.
Durante a reunião, Jhonitan Matiello, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), anunciou que o programa Mapa Conecta está em andamento em 17 estados, incluindo o Rio Grande do Sul, e o diagnóstico estadual de inovação agropecuária deve ser finalizado ainda este ano.
Airton Spies, da Aliança Láctea Sul Brasileira, informou que a produção de leite no Brasil alcançou 27 bilhões de litros em 2025, enquanto as importações do Mercosul representaram cerca de 8% do consumo total, totalizando 2,1 bilhões de litros.
Rodrigo Pereira, auditor fiscal do Mapa no Rio Grande do Sul, destacou que barreiras às importações só seriam viáveis em casos de dumping ou sanidade, situações que atualmente não estão vigentes.
A coordenação da Câmara foi transmitida para Margos Tang, presidente da Gadolando e da Febrac, que irá liderar a partir de agora por um período de dois anos. Os debates reforçaram a importância de manter foco em sanidade, inovação e competitividade na agenda do leite estadual.
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