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agricultura
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Mercados agrícolas apresentam alta, mas soja enfrenta desafios

Movimentos positivos nas cotações internacionais e desafios locais marcam a abertura.

João Pereira29 de abril de 2026 às 08:45
Mercados agrícolas apresentam alta, mas soja enfrenta desafios

Os mercados agrícolas iniciaram a quarta-feira com tendências positivas nas cotações globais, enquanto o cenário do mercado físico no Brasil se mostrou variável entre os produtos, especialmente trigo, soja e milho.

De acordo com a TF Agroeconômica, o dia de hoje, 29 de abril de 2026, traz um foco nas condições climáticas, na oferta global e na dinâmica de comercialização em território brasileiro.

Trigo em alta no mercado internacional

O mercado de trigo na Bolsa de Chicago (CBOT) abriu em alta, continuando a tendência positiva do dia anterior. O contrato para maio de 2026 era cotado a US$ 652,00, com uma valorização de 3,00 pontos, enquanto o contrato para dezembro de 2026 subia para US$ 692,75. Essa valorização é atribuída a dificuldades climáticas que afetam a produção de trigo nos Estados Unidos, que já é a mais baixa desde 1919, impactando a oferta global do cereal.

Preços do trigo no Brasil também aumentaram: R$ 1.340,34 no Paraná e R$ 1.275,64 no Rio Grande do Sul.

No mercado físico brasileiro, os preços do trigo subiram, especialmente no Paraná, onde atingiram R$ 1.340,34, com um aumento diário de 0,16% e ganho mensal de 4,31%. No Rio Grande do Sul, o preço foi de R$ 1.275,64, representando um avanço de 0,45% no dia e 10,67% no mês. O aumento é sustentado pela escassez de produto de boa qualidade e pela paridade de importação, além de estimativas indicando redução da área plantada.

Desafios no mercado de soja

A soja também teve uma abertura positiva em Chicago, com o contrato de maio de 2026 cotado a US$ 1.178,50, com uma alta de 5,50 pontos. No entanto, essa elevação não rompeu a linha de resistência, indicando uma perda de força no movimento altista.

O aumento da área plantada e a baixa demanda da China pesam sobre os preços da soja.

As projeções atuais sugerem um aumento da área plantada e da produção tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, enquanto a demanda da China pela soja americana apresenta uma retração. No Brasil, muitos produtores estão segurando os estoques esperando por uma nova alta, mas espera-se que a maior oferta global dificulte essa possibilidade a curto prazo.

Milho com aumento mitigado no Brasil

No que diz respeito ao milho, o mercado de Chicago abriu em alta, com o contrato de maio de 2026 a US$ 466,50. Essa movimentação está ligada a problemas no mercado de petróleo do Oriente Médio, que impacta a demanda por biocombustíveis.

No Brasil, o milho físico apresentou estabilidade ao custo de R$ 66,67, mas com queda de 5,26% no mês.

Entretanto, a maior disponibilização da primeira safra e as expectativas em torno da safrinha estão pressionando os preços no mercado local.

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