Mercados agrícolas exibem flutuações com previsão climática nos EUA
Movimentos distintos impulsionados por clima, oferta e demanda

Os mercados agrícolas começaram o dia com comportamentos distintos, fruto da influência das condições climáticas nos Estados Unidos, da oferta local e do crescimento da demanda internacional. A TF Agroeconômica reporta que, nesta quarta-feira, o trigo manteve uma tendência de alta, enquanto a soja se recuperou em Chicago, e o milho enfrentou ajustes negativos na CBOT, apesar do apoio das exportações.
No mercado de trigo, os contratos de Chicago registraram um aumento significativo, com o contrato de julho cotado a US$ 612,00, apresentando uma alta de 2,00 pontos, enquanto o de maio de 2027 alcançou US$ 657,00, também em alta. No mercado brasileiro, o trigo no Paraná teve uma leve elevação, fechando a R$ 1.364,03 por tonelada, um aumento diário de 0,07%, enquanto no Rio Grande do Sul o preço manteve-se em R$ 1.324,01.
O clima nos EUA continua a ser o principal fator de sustentação, com previsões de temperaturas acima do normal e chuvas abaixo da média por um período significativo no Cinturão do Milho. Na Argentina, o interesse por trigo da safra passada é baixo, enquanto no Brasil, a compra de trigo do Paraguai pelos moinhos é frequentemente favorecida pela qualidade superior e preços mais acessíveis.
✨ O contrato de soja em Chicago subiu para US$ 1.207,75 por bushel.
A soja em Chicago operou em recuperação, com o contrato de julho atingindo US$ 1.207,75 por bushel, uma alta de 11,00 pontos, alcançando os níveis mais altos das últimas sete semanas. No mercado físico do Paraná, o preço subiu para R$ 132,04, um aumento diário de 1,62%, enquanto em Paranaguá o valor ficou em R$ 139,71, com elevação de 0,50%. As expectativas climáticas estão sendo incorporadas ao mercado, devido às previsões de calor e baixa umidade nos EUA, que são cruciais para a produtividade.
De acordo com o USDA, a soja em condições boas a excelentes caiu de 66% para 64%, e a recente entrada da China no mercado americano aumentou a expectativa acerca da demanda. Quanto ao milho, seus contratos recuaram na CBOT, com julho cotado a US$ 440,25, um declínio de 2,25 pontos. Na B3, o milho de julho fechou a R$ 64,94, com leve alta de 0,07%.
A safra de milho no Brasil já atinge 29% da área colhida e as exportações estão ganhando impulso. A China, que aumentou suas importações de grãos em 54% entre janeiro e maio, também encomendou cinco cargas de milho brasileiro, o que reforça a demanda externa.
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