Milho registra oscilações de preço enquanto cenário interno é cauteloso
O mercado do milho mostra variações nos preços em Chicago e no Brasil

O mercado de milho teve um desempenho variado na bolsa de Chicago, enquanto o panorama no Brasil continua a gerar preocupação. O preço do bushel alcançou US$ 4,77 em 18 de maio, a melhor marca desde 25 de abril de 2025, mas caiu para US$ 4,62 até a quinta-feira (21), permanecendo acima dos US$ 4,51 da semana anterior.
Nos Estados Unidos, o avanço do plantio ultrapassou a média histórica. Até 17 de maio, 76% da área prevista já havia sido semeada, superando a média de 70%. Além disso, 39% das plantações estão germinadas, um pouco acima da média de 37% para este período.
✨ Enquanto isso, os preços no Brasil se mantêm estáveis, variando entre R$ 46,00 e R$ 62,00 por saco.
A CEEMA relatou que os preços nas principais praças do Rio Grande do Sul estão em R$ 57,00 por saco, com referências de preços CIF em outros portos incluindo R$ 65,00 no Porto de Santos e R$ 66,00 em Campinas.
Cenário desafiador para os produtores
Apesar das flutuações de preço, a CEEMA enfatiza que os valores ainda estão distantes de cobrir os custos totais de produção, criando um dilema para os produtores em relação à venda, armazenamento ou espera por melhores preços.
A Conab revisou suas previsões de produção, reduzindo a projeção para 140,2 milhões de toneladas em 2026, com uma área semeada estimada em 22,6 milhões de hectares. Embora a produtividade média esteja em 6.214 quilos por hectare, a segunda safra deve ficar aquém das expectativas anteriores.
A CEEMA também destaca a importância do etanol de milho para o crescimento do setor, que se expandiu substancialmente nas últimas décadas. Na década de 1970, a produtividade média era de cerca de 30 sacos, enquanto atualmente pode atingir 200 sacos por hectare.
Entretanto, a próxima safra enfrenta desafios significativos, incluindo aumento dos custos de produção e dificuldades de financiamento. Menos de 20% do financiamento para o milho provém do Tesouro Nacional, enquanto os agricultores lidam com uma elevada dívida, um terço da qual é com instituições bancárias.
"Os altos juros, que chegam a até 18% em diversas regiões, tornam o crédito uma preocupação crítica para o setor, mesmo com a melhora nos preços externos.
Os produtores continuam a tomar decisões comerciais com base em suas necessidades financeiras, capacidade de armazenamento e o desempenho da safrinha a partir de julho.
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