Ministros alertam sobre crise alimentar nas Américas devido a conflitos
Reunião em Washington discute impactos da instabilidade no Oriente Médio

Os ministros da Agricultura da América do Sul, Central, Caribe e América do Norte expressaram sua preocupação com os efeitos da crise no Oriente Médio nas cadeias de produção alimentares locais durante uma reunião promovida pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) nesta quarta-feira, em Washington.
A alta nos preços de fertilizantes e combustíveis foi um dos temas mais debatidos, com destaque para a situação da Colômbia, que depende de até 80% da importação de fertilizantes nitrogenados. Yenly Angélica Méndez, representante do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Colômbia, ressaltou que o aumento imediato nos preços comprometeu a segurança alimentar do país.
✨ O México também enfrenta dificuldades, com um aumento de 25% nos preços dos fertilizantes, sendo que 75% dos insumos do país são importados.
Santiago Ruy Sánchez de Orellana, do Ministério da Agricultura do México, explicou que a alta ocorre em um momento crítico, quando os agricultores se preparam para a semeadura. Para minimizar os danos, o México aumentou sua produção local de fertilizantes e melhorou a distribuição para setores estratégicos como milho e arroz.
Outra solução discutida foi a utilização de bioinsumos. Augustín Tejeda, da Argentina, enfatizou a necessidade de integração regulatória entre os países para facilitar a troca de experiências e investimentos nesse setor.
Diego Arias, do Banco Mundial, reforçou a importância da cooperação em biotecnologia, que é fundamental para reduzir a dependência de insumos importados. Ele destacou que a crise atual representa um obstáculo para novos investimentos na área.
Kip E. Tom, representante dos EUA, responsabilizou a crise no Oriente Médio por fragilizar as cadeias de suprimento, citando a atuação de grupos terroristas. Ele defendeu a necessidade de garantir que os sistemas agrícolas permaneçam sob o controle dos países americanos, destacando um momento de oportunidade para a agricultura nas Américas.
"Não somos apenas participantes da agricultura global; somos líderes
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Gabriel Rodrigues
Jornalista especializado em agricultura
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