Brasil depende de importação de fertilizantes, alerta sobre segurança alimentar
Desafios na produção de insumos colocam soberania alimentar em risco

Historicamente, o Brasil foi um grande importador de alimentos, com 70% da comida vinda do exterior na década de 1970. Porém, a evolução tecnológica e os esforços estatais transformaram o país no que muitos chamam de 'celeiro do mundo'.
Entretanto, essa liderança amarga apresenta uma vulnerabilidade profunda: o Brasil importa aproximadamente 85% dos fertilizantes que necessita. Essa situação não é uma coincidência, mas o resultado da ausência de um projeto nacional sólido.
✨ O Brasil é uma potência em exportações, mas luta com a dependência de insumos essenciais.
Embora os agricultores sejam eficientes em suas propriedades, o chamado 'custo Brasil', caracterizado por altos juros, infraestrutura deficiente e uma carga tributária pesada, sufoca a indústria nacional de insumos. O impacto disso é dramático: a soberania alimentar do Brasil está atrelada a embarques estrangeiros.
Um exemplo alarmante dessa vulnerabilidade é a suspensão das operações da Mosaic Fertilizantes em Araxá, Minas Gerais, resultando na demissão de 1.200 trabalhadores. Essa decisão ocorre em um momento em que a produção de fosfatados nacionais se torna inviável devido à dependência de enxofre importado, cujo custo disparou globalmente.
Quando uma empresa desse porte decide não produzir mais no Brasil, a mensagem é clara: estamos perdendo a capacidade de sustentabilidade no setor. A classe política, frequentemente focada apenas em interesses imediatos, falha em reconhecer que sem autonomia na produção de insumos, a segurança alimentar e, consequentemente, a segurança nacional estão comprometidas.
À medida que o cenário global se transforma e novos concorrentes surgem, o Brasil precisa não apenas intensificar a produção, mas também ter controle sobre seus custos. Embora tenhamos alcançado grandes alturas, a situação atual é crítica, e a dependência externa é preocupante.
O momento exige uma decisão crucial: investir em infraestrutura local e na produção interna de insumos ou permanecer dependente do exterior. A escolha que faremos agora determinará o futuro do agronegócio brasileiro.
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