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Agronegócio
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Ministro André de Paula visa aumentar Plano Safra para R$ 550 bilhões

Aumento nos recursos busca juros mais acessíveis para agricultores

Carlos Silva02 de junho de 2026 às 11:40
Ministro André de Paula visa aumentar Plano Safra para R$ 550 bilhões

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, anunciou que o governo federal pretende elevar o próximo Plano Safra para R$ 550 bilhões, durante evento na Associação Comercial de São Paulo nesta terça-feira (2). O plano será oficialmente apresentado em 1º de julho e representa um acréscimo de cerca de 10% em relação aos R$ 516 bilhões do atual plano.

Apesar do aumento expressivo no orçamento, André de Paula enfatizou que a prioridade do governo é assegurar que os juros permaneçam acessíveis para os produtores rurais. Segundo ele, a taxa de juros sustentável é mais crucial que o montante total disponível: "O mais importante do que o número é proporcionar uma taxa de juros que caiba no bolso do produtor".

Expectativa de taxas de juros em um dígito para 2026.

Novas condições de crédito rural

Durante sua apresentação, o ministro também abordou o adiamento de uma nova diretriz do Conselho Monetário Nacional (CMN), que condicionava o acesso ao crédito rural a critérios do Programa de Cálculo do Desmatamento da Amazônia (Prodes). André de Paula destacou que sua intervenção foi essencial para prorrogar a aplicação dessa regra, em consonância com apelos do setor produtivo.

Reconhecimento internacional e novas demandas

André de Paula celebrou o reconhecimento da China de que o Brasil está livre da febre aftosa, o que é visto como um marco positivo para o agronegócio nacional e fortalece a imagem sanitária do país no mercado global. O ministro também informou que o governo solicitou à China um aumento na oferta de fertilizantes e está explorando novos fornecedores para diversificar as importações do insumo.

Impacto da União Europeia nas exportações

Ao ser questionado sobre as novas restrições da União Europeia às exportações brasileiras, André de Paula minimizou os efeitos das medidas, ressaltando a resiliência da defesa agropecuária do Brasil. O ministro afirmou que o país já mantém relações comerciais com mais de 170 nações e que o governo está comprometido em atender às exigências europeias para restaurar as exportações ao bloco até setembro.

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