Preços da soja podem cair com valorização do real
Mercado agrícola enfrenta incertezas e negociações lentas

O mercado de soja no Brasil enfrenta pressões sobre os preços devido à valorização do real em relação ao dólar, especialmente após o recente acordo de trégua entre Estados Unidos e Irã. Essa situação gerou uma volatilidade nos contratos na Bolsa de Chicago, refletindo um cenário de transações mais lentas no país.
Movimentação do mercado
Na terça-feira, dia 7, o mercado interno apresentou baixa movimentação, com os preços permanecendo estáveis ou apresentando pequenas altas, sem alterações significativas. Segundo Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, a incerteza ainda domina o ambiente, e as ligeiras elevações em Chicago, combinadas com um dólar volátil, não foram suficientes para modificar o comportamento do mercado.
✨ Os negócios continuam limitados, especialmente nos portos, onde o volume de negociação permanece baixo.
Embora a indústria tenha intensificado sua presença, os produtores estão cautelosos e exigem preços mais altos, dificultando o avanço das negociações. O dia é marcado por operações esporádicas e um fluxo reduzido de negócios.
Variáveis de preços regionais
Os preços da soja tiveram pequenas altas em algumas regiões do Brasil. Em Passo Fundo (RS), a saca subiu de R$ 122,00 para R$ 123,00; em Santa Rosa (RS), passou de R$ 123,00 para R$ 124,00; e em Cascavel (PR), a elevação foi de R$ 117,00 para R$ 118,00. A saca também aumentou em Rondonópolis (MT), de R$ 106,00 para R$ 107,00, enquanto que em Dourados (MS), os preços se mantiveram em R$ 110,00. Já em Rio Verde (GO), houve aumento de R$ 107,00 para R$ 109,00. Nos portos, a alta foi observada em Paranaguá (PR), que passou de R$ 128,00 para R$ 129,00, e em Rio Grande (RS), onde também subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00.
Cenário externo influencia os preços
No cenário internacional, a Bolsa de Chicago registrou leve queda de 0,08% no contrato de maio, cotado a US$ 11,57 por bushel. O mercado está sendo influenciado tanto por uma significativa redução nos preços do petróleo, que pressiona as cotações, quanto pela desvalorização do dólar frente a outras moedas, o que proporciona suporte aos preços.
No câmbio, o dólar comercial caiu, sendo negociado abaixo de R$ 5,10. Em outros indicadores financeiros, as bolsas europeias e os mercados asiáticos estão em alta, com Xangai apresentando aumento de 2,7% e o Japão, de 5,3%.
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