Estudo indica que gestão rigorosa melhora desempenho financeiro na pecuária

A avaliação rigorosa das práticas de saúde animal é essencial para garantir a sustentabilidade financeira dos pecuaristas e otimizar a produtividade em confinamentos. Recentemente, no quadro 'Dicas do Scoton' do Giro do Boi, o zootecnista e consultor Maurício Scoton apresentou dados de um estudo prático que revelou como a escolha e o ajuste adequado do protocolo sanitário podem resultar em uma economia superior a R$ 100 por animal ao final do ciclo de engorda.
Scoton destacou que diversos confinadores costumam ignorar a auditoria dos produtos utilizados e as estratégias sanitárias adotadas durante a recepção dos lotes, o que acaba encarecendo o custo final da arroba produzida. A pesquisa comparou diferentes vacinas respiratórias aplicadas na recepção dos animais, levando em conta custos de medicamentos, o consumo diário de ração e o ganho médio de peso, além da taxa de morbidade, demonstrando variações significativas nos resultados econômicos entre os grupos analisados.
O protocolo de saúde na entrada dos animais é fundamental neste planejamento. Ele deve incluir a imunização contra doenças como clostridioses, botulismo e Doenças Respiratórias Bovinas (DRB), além do tratamento contra parasitas internos e externos com vermífugos altamente eficazes. Uma aplicação correta desses insumos, durante o período de adaptação, juntamente com o monitoramento do peso e identificação dos animais, cria uma proteção imunológica que previne infecções graves.
✨ A gestão sanitária rigorosa é a chave para a rentabilidade no confinamento.
Contudo, Scoton enfatiza que os cuidados com a saúde do rebanho não se restringem apenas à recepção. Durante os 100 a 120 dias que os animais permanecem em confinamento, eles enfrentam diversos desafios climáticos e ambientais, sendo as doenças respiratórias as principais responsáveis pelo aumento da morbidade. O custo para tratar esses animais doentes inclui despesas com antibióticos e mão de obra, afetando diretamente os lucros da propriedade.
Para evitar perdas financeiras, é crucial que os pecuaristas monitorizem e auditem regularmente as taxas de morbidade, identificando quais princípios ativos e vacinas proporcionam as melhores taxas de cura e prevenção. Detectar rapidamente os animais doentes durante as rondas diárias e tratá-los com protocolos apropriados minimiza o tempo na enfermaria, acelera o retorno ao cocho e mantém o ganho de peso desejado.
Assim, uma gestão sanitária efetiva não apenas se transforma em um diferencial competitivo, mas também garante que os animais atinjam seu potencial genético máximo, proporcionando melhor conversão alimentar e atingindo o peso de abate em horários mais antecipados, o que resulta em um aumento significativo da margem de lucro para o agronegócio.
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