Vigilância e notificação rápida são essenciais para proteção do setor agrícola

A saúde animal desempenha um papel crucial nas produções de aves e suínos no Brasil, sendo vital para a proteção dos rebanhos e das exportações do setor. No atual cenário, a vigilância contra doenças como a influenza viária, a peste suína africana e a doença de Newcastle é indispensável.
O médico veterinário Paulo Peliçaro ressalta que a notificação de suspeitas de doenças é uma obrigação legal e deve ser realizada imediatamente aos serviços veterinários oficiais. Qualquer cidadão pode comunicar a suspeita e, em casos de doenças como a influenza viária e a nova castle, essa notificação é obrigatória.
✨ A notificação imediata permite a fiscalização eficiente em até 12 horas, sendo fundamental para a contenção de surtos.
Produtores devem estar atentos a sinais clínicos que possam indicar surtos. Peliçaro enfatiza que eles recebem treinamento contínuo para identificar sintomas e lesões que podem ser alertas. Sintomas neurológicos e respiratórios graves são indícios de influenza viária, enquanto mortalidade repentina e diminuição do consumo de água e ração também são sinais de alerta.
É essencial que a equipe técnica seja acionada assim que qualquer anomalia for percebida.
O Brasil implementa programas de vigilância robustos para monitorar doenças que afetam a avicultura e a suinocultura. Essas iniciativas, que contam com a colaboração do Ministério da Agricultura e serviços veterinários estaduais, são fundamentais para proteger os plantéis e garantir a continuidade das exportações.
Com mais de 20 anos de atuação, o programa de vigilância inclui monitoramento de aves migratórias e de quintal, utilizando métodos ativos e passivos para detectar sinais clínicos e mortalidade. Além disso, iniciativas privadas também contribuem para a auditoria e a prevenção de surtos.
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Jornalista especializado em Saúde

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