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agricultura
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Queda de 15,7% nas exportações de café do Brasil afeta mercado

Impacto de tarifas dos EUA e logística prejudicam embarques

Gabriel Rodrigues15 de julho de 2026 às 16:20
Queda de 15,7% nas exportações de café do Brasil afeta mercado

As exportações de café do Brasil na safra 2025/26 enfrentaram uma queda de 15,7% em comparação ao ciclo anterior. Essa diminuição é atribuída a uma série de fatores, incluindo a escassez do produto, problemas logísticos e as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos sobre o café brasileiro.

Apesar da queda em volume, a receita cambial se manteve praticamente estável, chegando a US$ 14,595 bilhões, apenas 1% a menos que na safra anterior. Os preços médios de exportação subiram, alcançando um recorde histórico de US$ 379,48 por saca, um aumento de 17,4%.

Os embarques totais foram de 38,462 milhões de sacas, o segundo maior patamar da história.

No primeiro semestre de 2026, as exportações totalizaram 17,831 milhões de sacas, uma queda de 8,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, resultando em uma receita de US$ 6,534 bilhões, 13,3% menor.

Tarifa dos EUA e seu impacto

As tarifas dos EUA, aplicadas entre agosto e novembro de 2025, contribuíram para uma queda dramática de 54,9% nas exportações brasileiras para o país, afetando o mercado bilateral de maneira profunda.

O Cecafé aponta que mesmo após a suspensão da sobretaxa para a maioria dos cafés, exceto o café solúvel, as exportações ainda não se recuperaram ao ritmo habitual. A incerteza provocada pela instabilidade da política comercial dos Estados Unidos e a investigação da Seção 301 também complicaram a situação.

Com essa queda, pela primeira vez desde a safra 2009/10, os Estados Unidos perderam sua posição como principal destino das exportações brasileiras, cedendo o lugar à Alemanha, que adquiriu 5,188 milhões de sacas, enquanto os EUA compraram 4,243 milhões, uma redução de 43,2%.

Adicionalmente, a escassez de café após uma safra recorde em 2024 e as complicações logísticas nos portos impactaram significativamente os embarques. A postura cautelosa dos produtores, que preferiram esperar por condições de mercado mais favoráveis, também contribuiu para a retração das exportações.

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