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agricultura
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Ministério da Agricultura investiga irregularidades em café em 2026

Foram encontrados 44 casos de produtos irregulares até agora.

Gabriel Azevedo12 de maio de 2026 às 16:05
Ministério da Agricultura investiga irregularidades em café em 2026

Em 2026, o Ministério da Agricultura e Pecuária já identificou 44 casos de irregularidades na produção de café torrado e moído no Brasil. Esse número se destaca em comparação a 2025, quando houve 85 casos ao longo do ano.

Helena Pan Rugeri, coordenadora-geral de operações fiscais do departamento responsável, destacou que, mesmo com limitações orçamentárias, foram realizadas 943 coletas de produtos de origem vegetal, das quais 88 eram de café. Essas coletas são motivadas por denúncias do setor privado, que são avaliadas e, quando necessárias, verificadas.

Impressionantes 75,9% das denúncias resultaram em confirmação de irregularidades.

Para contextualizar, em 2025, foram coletadas 711 amostras de café torrado e moído e 54 de café em grão cru. Essas análises visam identificar resíduos, como agrotóxicos e elementos contaminantes, resultando em 72 apreensões, somando 78.457 quilos de café. O café em grão cru teve 13 amostras com problemas, resultando na apreensão de 41.530 quilos.

Entre 2023 e 2026, um total de 311 mil quilos de café com irregularidades foram apreendidos. Apenas três dessas apreensões se referiram a 'cafés fake', produtos que não continham a quantidade prometida de café, enganando os consumidores.

As empresas envolvidas nesse tipo de fraude incluem a Master Blends Indústria de Alimentos, D M Alimentos (marca Melissa) e Jurerê Caffe Comércio de Alimentos (marca Pingo Preto). Esse tema foi discutido em um seminário promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), em Belo Horizonte.

Avaliação do Setor

Pavel Cardoso, presidente da Abic, enfatizou que o trabalho de fiscalização está contribuindo para a diminuição das fraudes, especialmente no Rio de Janeiro, onde foram apreendidas mais de 16 toneladas em uma ação recente.

Sérgio Meirelles, presidente do Sindicato da Indústria de Café em Minas Gerais, expressou preocupação com as irregularidades, afirmando que a Abic e o Sindicafé penalizam associados que não seguem as normas. Ele destacou que a produção irregular representa menos de 1% da produção total no Brasil.

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