Tecnologias de mitigação de GEE revolucionam cadeia leiteira do RS
Panel na Fenasul Expoleite 2026 destaca inovação e sustentabilidade

As inovações para reduzir os gases de efeito estufa (GEE) na cadeia produtiva do leite no Rio Grande do Sul foram o foco central de um painel ocorrido na Fenasul Expoleite 2026, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.
O evento, que contou com a colaboração da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), reuniu diversos especialistas, incluindo pesquisadores e produtores. Sob a supervisão de Jackson Brilhante, engenheiro florestal associado ao Plano ABC+RS da Seapi, o seminário abordou a importância do setor leiteiro para a implementação de práticas que visam reduzir a emissão de carbono, dada sua relevância econômica e o potencial de melhorias.
✨ Biodigestores surgem como uma solução viável para tratamento de resíduos, tanto na redução de emissões quanto na geração de subprodutos benéficos ao solo.
Uma das inovações apresentadas durante o painel foram os biodigestores, que tratam resíduos orgânicos e podem diminuir a emissão de gases, além de produzir biodigestato, um biofertilizante eficaz para pastagens e lavouras.
Rodrigo Nicoloso, pesquisador da Embrapa Clima Temperado, enfatizou a importância da reciclagem de dejetos na redução de custos e no aumento da eficiência agronômica. "Como os fertilizantes representam uma parte significativa dos custos de produção, sua reutilização faz total sentido", declarou.
Pesquisadoras da Universidade do Vale do Taquari (Univates) compartilharam um projeto envolvendo a transformação de resíduos, tanto animais quanto urbanos, em biogás. Em contrapartida, a Lactalis Brasil apresentou seu programa 'Leite Baixo Carbono', que integra iniciativas focadas em bem-estar animal e práticas de manejo sustentável.
O produtor Jean Trevisan, de Farroupilha, também apresentou sua experiência com biogás, utilizado para aquecer e gerar eletricidade em sua propriedade com cerca de mil vacas leiteiras, destacando que aproximadamente 30% da energia consumida provém dos resíduos dos animais.
As discussões no painel ressaltaram que a diminuição das emissões na cadeia leiteira é possível através da interação entre manejo eficiente de dejetos, produção sustentável, geração de bioenergia e uso de insumos orgânicos. A expansão dessas tecnologias é vista como dependente de suporte técnico, investimento relevante e alinhamento com políticas públicas como o Plano ABC+RS.
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