Mercado de Milho Apresenta Variações na Semana
Movimentos de alta nos futuros da B3 contrastam com a pressão no mercado físico.

O mercado de milho começou a semana com análises distintas nas suas várias plataformas de negociação, refletindo um conjunto de fatores internos e externos que afetam os preços e a movimentação nas transações.
Perspectivas nas Negociações Futuros
De acordo com a TF Agroeconômica, os contratos futuros na B3 mostraram um desempenho positivo, impulsionados por atrasos no plantio e pela expectativa de um aumento na demanda, que poderá impactar a produtividade. As altas foram notadas, especialmente nos vencimentos de maio, julho e setembro de 2026, tanto no dia quanto na soma acumulada da semana.
Desempenho do Mercado Físico
Por outro lado, o mercado físico apresentou um desempenho menos favorável na semana anterior, com Campinas, que serve como uma referência, registrando queda de preços em virtude da colheita da safra de verão, que aumentou a oferta no mercado, pressionando as negociações.
"As incertezas logísticas e a firmeza dos produtores impactam os valores e a estabilidade no mercado
✨ Embora Campinas tenha mostrado fraqueza, outras regiões mantiveram as cotações devido à firmeza dos produtores.
Fatores Externos em Jogo
As exportações apresentaram um desempenho significativo, com embarques na primeira quinzena de março superando os números do ano anterior, o que ajudou na manutenção do equilíbrio do mercado.
No Sul, o cenário no Rio Grande do Sul é de baixa liquidez, com transações esporádicas, mesmo com a colheita avançando além da média. Santa Catarina vive uma situação parecida, enfrentando desafios nas negociações devido à diferença entre os preços desejados por compradores e ofertas dos produtores.
- 1Rio Grande do Sul: baixa liquidez, colheita acima da média.
- 2Santa Catarina: conflitos de preços dificultam negócios.
- 3Paraná: mercado está lento, afetado por fatores climáticos.
- 4Mato Grosso do Sul: semeadura desacelerada e negociações seletivas.
A situação no setor de bioenergia continua a ser um fator que adere ao mercado, embora o ambiente competitivo preveja desafios consideráveis.
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Camila Souza Ramos
Jornalista especializado em Agronegócio
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