Valorização de terras agrícolas em SC atinge R$ 169 mil por hectare
Crescimento da agropecuária impulsiona aumento de preços no estado

Em 2025, as terras agrícolas de Santa Catarina continuaram a se valorizar, destacando-se a forte evolução da agropecuária no estado. O levantamento realizado pela Epagri/Cepa indica um aumento nos preços, especialmente nas áreas com melhor aptidão para a produção de culturas como soja e arroz.
✨ Os terrenos de primeira categoria alcançaram valores de até R$ 169 mil por hectare em Campos Novos.
As várzeas, em Turvo, que se dedicam principalmente à cultura do arroz, também se destacaram, atingindo um valor médio de R$ 164 mil por hectare. Por outro lado, as terras de segunda e terceira categorias, com limitações para produção, apresentaram valores significativamente inferiores: R$ 38,34 mil e R$ 19,75 mil por hectare, respectivamente.
Impactos das características regionais
O estudo apontou que as variações de preço refletem não apenas a capacidade produtiva, mas também outros fatores como urbanização, turismo e legislações ambientais que atuam sobre cada região. As terras destinadas a servidão florestal geraram os valores mais baixos, no entorno de R$ 10,37 mil por hectare.
Metodologia do Estudo
A coleta de informações para o levantamento ocorre anualmente entre outubro e janeiro, levando em consideração apenas o preço da terra nua, excluindo benfeitorias. Técnicos da Epagri consultam diversas fontes, incluindo imobiliárias e associações de produtores, para garantir a precisão dos dados.
✨ A valorização segue a tendência de crescimento no Valor da Produção Agropecuária, que foi estimado em R$ 74,9 bilhões em 2025.
Nos últimos dez anos, a VPA em Santa Catarina cresceu cerca de 4,3% anualmente em termos reais. A pecuária foi responsável por 58% da receita gerada, corroborando a força do setor agrícola no aumento dos preços da terra, especialmente nas regiões Oeste e Planalto Norte, favorecidas pela alta nos preços da soja.
Além disso, a valorização das terras de terceira categoria e de servidão florestal foi ampliada pela influência do turismo rural e pela legislação ambiental. A alta nos preços do arroz também contribuiu para a valorização das várzeas, que atualmente utilizam o modelo de arrendamento na maior parte de suas áreas cultivadas.
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