Instabilidade climática ameaça produção agrícola no Brasil
Mudanças nas chuvas e temperaturas exigem cuidados especiais)

As previsões climáticas para os próximos meses indicam um cenário complicado que pode impactar severamente a produção agrícola no Brasil. A conjunção do aquecimento dos oceanos, a irregularidade das chuvas e temperaturas acima da média requerem atenção redobrada por parte dos agricultores.
O Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities da StoneX, em sua 35ª edição, aponta que há uma probabilidade de 60% a 70% de neutralidade do fenômeno ENOS entre o outono e o início do inverno, até julho. Contudo, a partir do segundo semestre, as preocupações aumentam com a possibilidade do aparecimento de um El Niño e o subsequente aquecimento do Pacífico Equatorial.
✨ Anomalias positivas na temperatura da superfície do mar estão previstas entre abril e junho, com impactos também do Atlântico Sul.
Esse quadro pode resultar em períodos de umidade aumentada no Sul do Brasil, enquanto outras áreas enfrentam chuvas de forma desigual. A variabilidade das precipitações tanto espacial quanto temporal é vista como um dos principais desafios a curto prazo.
Segundo Carolina Giraldo, analista de Mercado da StoneX, "os próximos meses serão marcados por um clima instável, onde os sinais oceânicos sugerem neutralidade, enquanto o aquecimento global continua pressionando as temperaturas e intensificando a volatilidade regional".
Na América do Sul, essa transição gera incertezas sobre a safra de milho, ou 'safrinha'. A intensificação da corrente de jato subtropical pode comprometer a umidade nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, precipitando o fim das chuvas e afetando a produtividade agrícola.
Por outro lado, as boas condições de umidade observadas nos meses recentes sustentam uma expectativa positiva para a safra 2025/2026, beneficiando culturas como café e cana-de-açúcar. Para o segundo semestre, o relatório indica que a potencial combinação do El Niño com o Dipolo Positivo do Índico pode elevar os riscos de seca nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, além de intensificar a volatilidade nos mercados agrícolas.
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