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agricultura
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Vazio sanitário da soja em MS se estende até setembro de 2026

Medida visa controlar a ferrugem asiática e preservar as lavouras

Acro Rodrigues24 de junho de 2026 às 11:10
Vazio sanitário da soja em MS se estende até setembro de 2026

O vazio sanitário da soja em Mato Grosso do Sul já está vigente e continuará até 15 de setembro de 2026. Neste intervalo, está proibido o cultivo de soja, incluindo as plantas espontâneas, conhecidas como 'guaxas', que surgem após a colheita.

Estabelecida pela Portaria SDA/MAPA nº 1.579/2026, essa medida é obrigatória em todo o estado e integra as ações de prevenção e controle da ferrugem asiática, uma das doenças mais severas que afetam essa cultura.

O cumprimento desta medida é vital para reduzir os impactos da ferrugem asiática nas safras futuras.

A ferrugem asiática é originada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, que depende de plantas de soja saudáveis para se desenvolver. Ao eliminar essas plantas durante a entressafra, a presença do fungo no ambiente é significativamente diminuída, reduzindo a pressão da doença nas lavouras na safra seguinte.

Além de proteger a sanidade das plantações, o vazio sanitário também melhora a eficácia das práticas de manejo dos agricultores. Isso pode levar a uma menor demanda por fungicidas, resultando em economia de custos e contribuindo para a preservação da eficácia dos produtos utilizados para combater a doença.

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) destaca a importância do cumprimento rigoroso dessa medida, que é uma responsabilidade compartilhada por todos os envolvidos na cadeia produtiva. Recomenda-se que os produtores monitorem constantemente suas áreas cultivadas e removam prontamente qualquer planta que surja durante o período de restrição.

A semeadura da soja para a safra 2026/2027 será permitida a partir de 16 de setembro até 31 de dezembro de 2026, conforme as diretrizes federais. A implementação rigorosa das medidas fitossanitárias é vista como crucial para garantir a produtividade, competitividade e sustentabilidade da sojicultura no estado, um dos pilares do agronegócio na região.

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