Rondônia inicia vazio sanitário da soja para controle da ferrugem asiática
Medida visa proteger lavouras e garantir produção sustentável

Começou nesta quarta-feira, 10 de abril, em Rondônia, o vazio sanitário da soja, uma medida crucial para o controle da ferrugem asiática, considerada uma das mais severas doenças que afetam a cultura. A proibição de semeadura e manutenção de plantas de soja se estenderá até o dia 10 de setembro deste ano.
Essa iniciativa tem como principal objetivo interromper o ciclo de sobrevivência do fungo Phakopsora pachyrhizi, o agente causador da ferrugem asiática, que pode causar perdas de até 90% nas lavouras. Ao eliminar plantas hospedeiras durante a entressafra, a pressão da doença na próxima safra é significativamente reduzida, além de diminuir os custos de produção.
✨ O vazio sanitário é uma estratégia técnica comprovadamente eficaz para proteger a produção de soja.
Jessé de Oliveira Júnior, gerente de Defesa Vegetal da Idaron, enfatiza a importância de os produtores eliminarem todas as plantas espontâneas, conhecidas como soja tiguera ou guaxa, que surgem após a colheita. Ele também destacou que a manutenção de plantas de soja em áreas irrigadas e em associação com outras culturas, como milho e sorgo, é estritamente proibida durante esse período.
Uma novidade deste ano é que as plantas voluntárias de soja à beira da BR-364 também devem ser removidas, e essa responsabilidade recai sobre a concessionária que administra a rodovia.
O governador de Rondônia, Marcos Rocha, alertou que o sucesso do vazio sanitário depende da colaboração entre os produtores e as autoridades. Ele reforçou que essa medida é vital para a sustentabilidade da cadeia produtiva da soja e para manter a competitividade do estado no cenário agrícola nacional.
"Cumprir esse período é investir na segurança e no futuro da produção agrícola do nosso estado
Julio Cesar Rocha Peres, presidente da Idaron, acrescentou que a colaboração dos produtores é essencial para a eficácia desta medida de controle da ferrugem. Ele pediu que os agricultores façam a remoção completa das plantas voluntárias e sigam rigorosamente as normas estabelecidas.
Durante este período, a Idaron conduzirá ações de fiscalização e orientação conforme as diretrizes da Portaria SDA/Mapa nº 1.579 e da Instrução Normativa nº 4/2026/Idaron-Procfas. O respeito a essas normas é crucial para preservar os avanços da agricultura no estado e para criar condições mais favoráveis à próxima safra. O descumprimento pode acarretar sanções estabelecidas pela legislação vigente.
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