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Agronegócio
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Adoção de pastagens na safrinha cresce em 2026 por desafios na soja

A valorização da pecuária impulsiona a integração com cultura de grãos.

Camila Souza Ramos02 de junho de 2026 às 13:45
Adoção de pastagens na safrinha cresce em 2026 por desafios na soja

Em 2026, o uso de pastagens na safrinha deverá se expandir, motivado por atrasos na colheita da soja em diversas áreas, a queda na atratividade dos grãos e a crescente valorização da pecuária. A análise é de Hemython Luis Bandeira do Nascimento, engenheiro agrônomo e especialista em Zootecnia, que atua como gerente de P&D e Inovação na SBS Green Seeds.

Integração Lavoura-Pecuária em Alta

Nesse cenário, os produtores estão adotando práticas de Integração Lavoura-Pecuária. Sistemas consorciados de milho ou sorgo com capim e o cultivo exclusivo de forrageiras pós-soja estão se tornando comuns. Essa abordagem permite o pastejo do gado durante a safrinha, dando origem ao conceito de "boi safrinha" e gerando palhada para a próxima safra.

Manejo técnico é crucial para o sucesso do sistema.

Para que essa técnica seja efetiva, um bom manejo é fundamental. O capim deve ser tratado com a mesma atenção que uma cultura agrícola, focando no controle de plantas daninhas e tigueras para minimizar a competição por recursos essenciais como luz, água e nutrientes.

A adequação da lotação também é importante. É necessário realizar a amostragem da forragem antes da entrada dos animais e calcular a capacidade de suporte de cada área. O primeiro pastejo deve ocorrer na altura ideal para cada cultivar, evitando pastos excessivamente altos, que têm muitos colmos e fibras.

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No caso da Brachiaria ruziziensis, recomenda-se iniciar o pastejo quando o capim atingir, no máximo, 50 centímetros.

Hemython Luis Bandeira do Nascimento

Finalmente, é vital que esses pastos não sejam submetidos a pastejo excessivo. Após a remoção dos animais, deve-se garantir um volume residual considerável de massa vegetal para a dessecação e formação de palhada para a próxima cultura. O ideal é manter entre três e cinco toneladas de matéria seca por hectare, assegurando uma boa cobertura do solo e reduzindo a proliferação de plantas daninhas.

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