Feijão-carioca em alta, enquanto feijão-preto registra preços firmes
Mercado reage com pressão por redução de preços no feijão-carioca

O avanço na colheita da safra irrigada está resultando em um aumento significativo na disponibilidade do feijão-carioca de qualidade superior, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Com essa maior oferta, o abastecimento do mercado está sendo favorecido.
Com a perspectiva de novos volumes chegando nas próximas semanas, os compradores estão intensificando suas pressões para a redução de preços. Na última sexta-feira, o indicador Cepea/CNA indicou um preço de R$ 386 por saca de 60 quilos do feijão-carioca, refletindo uma queda semanal de 2,17%.
Mercado do Feijão-Preto
Por outro lado, o cenário é diferente para o feijão-preto. Com o término da colheita no Paraná, que é o principal estado produtor, e a resistência dos vendedores, os preços estão se mantendo firmes. No mesmo dia, a cotação média da saca de 60 quilos foi de R$ 209,11, resultando em um aumento semanal de 1,85%.
✨ As exportações brasileiras de feijão atingiram um novo recorde no primeiro semestre de 2026, com 149,27 mil toneladas.
Em termos de mercado internacional, as exportações de feijão do Brasil encerraram o primeiro semestre com um volume recorde. Foram embarcadas 149,27 mil toneladas, a maior quantidade já registrada desde o início da série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), em 1997. No mês passado, junho, as exportações foram de 33,30 mil toneladas, estabelecendo um novo recorde mensal.
As importações também mostraram um aumento, totalizando 7,68 mil toneladas, marcando o maior volume registrado para o mês de junho desde 2021.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de Agronegócio

Funcafé destina R$ 7,368 bilhões para cafeicultura em 2026/2027
Recursos permitirão financiamento para diversos setores da cadeia produtiva

Preço da ureia cai, mas continua alto devido à crise no Oriente Médio
Após quatro meses de queda, cotações se mantém acima de US$ 700 por tonelada

Preços do milho sob pressão: cautela na comercialização é essencial
Safrinha futura e aumento na oferta interna exigem estratégia cuidadosa

Milho permanece estável com preços em R$ 69,00 por saca
Baixa procura e colheitas avançadas afetam o mercado do cereal





