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Agronegócio
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Agricultura regenerativa busca retorno financeiro para produtores

Evento em São Paulo reunirá especialistas para discutir métricas e mercado

Gabriel Rodrigues05 de julho de 2026 às 09:15
Agricultura regenerativa busca retorno financeiro para produtores

A agricultura regenerativa no Brasil tem se mostrado benéfica tanto em produtividade como na preservação ambiental, mas um novo desafio agora se coloca: a necessidade de mecanismos que traduzam esses benefícios em retorno financeiro para os agricultores. Esse tema será o centro das discussões no evento ‘Agricultura Regenerativa em Pauta: Valor, Métricas e Mercado’, promovido pelo consórcio Reg.IA, programado para ocorrer em São Paulo no dia 16 de julho.

O encontro reunirá agentes do agronegócio, investidores e especialistas em práticas ESG e finanças sustentáveis, e terá como objetivo acelerar a adoção de práticas de agricultura regenerativa por meio da valorização dos serviços ambientais que elas oferecem.

Aline Locks, cofundadora da Produzindo Certo, aponta que existe um crescente interesse por parte de empresas e consumidores em cadeias produtivas sustentáveis, mas ressalta desafios na mensuração e remuneração dos benefícios gerados.

Embora muitos produtores já estejam adotando as práticas regenerativas, ainda há barreiras significativas para que esses resultados sejam economicamente reconhecidos. Para Locks, iniciativas como a do Reg.IA são cruciais para conectar a performance socioambiental à geração de valor econômico, beneficiando tanto os agricultores quanto instituições financeiras.

Neste segundo ano de atuação, o consórcio Reg.IA conta com a participação de mais de 40 propriedades rurais, monitorando uma área de 54.137 hectares sob manejo regenerativo, um crescimento de 44% diante da área inicial. Os participantes já contabilizam 200 mil toneladas de soja e quase 450 mil toneladas de milho produzidas sob princípios regenerativos, além de protegerem mais de 60 mil hectares de vegetação nativa.

Os agricultores que fazem parte do Reg.IA têm acesso a incentivos para facilitar a transição para práticas regenerativas, incluindo descontos em seguros rurais e condições especiais no financiamento agrícola, além de prêmios pela venda de soja e milho a parceiros que realizem operações sustentáveis.

O evento contará com painéis que discutirão os desafios do mercado financeiro em precificar a transição para a agricultura regenerativa e apresentará uma nova metodologia para mensurar indicadores ambientais e produtivos, que antes eram considerados difíceis de medir.

A proposta é aproximar os produtores, empresas e instituições financeiras em um espaço de discussão sobre como expandir o mercado da agricultura regenerativa no Brasil.

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