Agrishow destaca motores a etanol diante da alta de combustíveis
Feira agrícola apresenta novidades em sustentabilidade no Brasil

O cenário de guerra no Oriente Médio e a alta nos preços dos combustíveis fósseis impulsionaram as indústrias agrícolas a buscar alternativas sustentáveis, como os motores a etanol, apresentados na Agrishow em Ribeirão Preto (SP).
Sustentabilidade e inovação
A Agrishow, a maior feira de tecnologia agrícola da América Latina, destacou a transformação na maquinaria rural brasileira com o uso do etanol, aproveitando a abundância do milho no país. Embora a tecnologia para os veículos agrícolas movidos a etanol ainda esteja em fase de testes, a Valtra se destacou por ser a única a prever um lançamento comercial para 2029.
"As máquinas já completaram mais de 10 mil horas de testes em fazendas de cana e estamos quase prontos para o mercado
Outras marcas, como Massey Ferguson, também estão investindo na tecnologia de motores a etanol, enquanto a Fendt explora motores elétricos, já disponíveis na Europa e Estados Unidos, mas ainda sem confirmação para o Brasil.
✨ Tratores elétricos da Fendt podem economizar até 20% em consumo de combustível no campo.
Avanços e desafios
A Case, parte do grupo CNH, contou que seus testes com tratores e colheitadeiras movidos a etanol geraram resultados encorajadores. A mais recente versão móvel é uma máquina de uma linha, com expectativas de desempenho ainda melhor que seus predecessores.
O vice-presidente da CNH, Paulo Arabian, ressaltou que a empresa aposta em uma gama de combustíveis alternativos, como biometano e eletricidade, para atender às diversas exigências do setor agrícola.
Contexto sobre combustível alternativo
O biometano, gerado a partir de resíduos orgânicos, é outra aposta da Valtra, com lançamento previsto para 2028. A New Holland já opera tratores movidos a esse combustível no Brasil, prometendo a mesma potência que os motores a diesel com significativas economias.
Segundo a New Holland, há um grande crescimento na adoção de máquinas a biometano nas plantações de cana, com uma economia de até 40% em comparação ao diesel.
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